RESENHA CRÍTICA: Kirikou Os Homens e as Mulheres (Kirikou et les Hommes et les Femmes)
Embora não seja para crianças unicamente, descubra que o menos muitas vezes é mais
Kirikou Os Homens e as Mulheres (Kirikou et les Hommes et les Femmes)
França,12. 88 min. Direção de Michel Ocelot. Vozes originais de Romann Berrux, Awa Sene Sarr.
As cores ficaram mais vivas, a animação mais natural, mas pouca coisa mudou felizmente na obra do francês Ocelot, que encontrou uma adorável fonte de inspiração nas histórias inspiradas basicamente na África (e de vez em quando Oriente Médio). Embora não seja para crianças unicamente (e é muito simpático se observar as mulheres negras com os seios a mostra e o pequeno herói sem esconder seu órgão sexual). Tudo muito natural e lógico.
Este longa já é terceiro filme com o garoto Kirikou que já esteve às voltas com uma feiticeira e os animais e agora vai aprender em 5 histórias, um pouco mais sobre a vida, convivendo mais de perto com uma vizinha da aldeia que perdeu sua casa pouco antes da temporada de chuva. A mãe do menino recebe a vizinha em casa, mas esta age como dona do lugar, vai falar com a feiticeira e complica tudo. Depois acompanha um velho numa noite na savana. E assim por diante. Talvez para alguns esse tipo de animação, tão natural seja um gosto adquirido, seja preciso se acostumar ao estilo e descobrir que o menos muitas vezes é mais.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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