RESENHA CRÍTICA: Sex Tape: Perdido na Nuvem (Sex Tape)
Sex Tape: Perdido na Nuvem (Sex Tape)
Sex Tape: Perdido na Nuvem (Sex Tape)
EUA, 2014. 94 min. Direção de Jake Kasdan. Com Cameron Diaz, Jason Segel, Rob Corrdry, Rob Lowe, Ellie Kemper, Nat Faxon, Nancy Lenehang, Giselle Eisenberg.
Cameron Diaz tem uma bem sucedida carreira na comédia que se iniciou na estreia com O Máskara (94) e teve seu auge no clássico da pornô chanchada Quem vai ficar com Mary? (98). Esta comédia custou 40 milhões e ainda não alcançou nem 38 milhões de renda nos EUA (e mais 33 no exterior), apesar de ser bastante explicita, com muita nudez (não se esqueçam que Cameron que não costuma ficar nua aqui se despe totalmente. Assim como seu parceiro na história, que já fez isso de forma infeliz, já que esta longe de ser um galão bonitão. Isso foi antes no Eu te Amo, Cara, 09 - Segel também esteve na serie de TV Como eu Conheci sua Mãe, recém terminada, e com Cameron, no recente Professora sem Classe, do mesmo diretor Jake Kasdan (filho do diretor Lawrence Kasdan).
Bom, pelo jeito já se foram os dias onde bastava mulher nua para um filme ser sucesso. Na verdade, sempre achei que Cameron tem um gosto esquisito para escolher projetos, por vezes caindo na grosseira/baixaria (o pior de todos para mim foi um tal de Tudo Para Ficar com Ele, 02, que chegava mesmo a ser desrespeitoso com as mulheres). Aqui o problema porém é outro, simplesmente não é tão engraçado quanto se podia esperar. A maior parte das piadas não funciona.
O ponto de partida é banal: um casal casado descobre certa manhã que o sexo que eles gravaram a noite anterior em tape parece ter sumido, desaparecido nesses arquivos super modernos que eles chamam de “nuvem”. A idéia do video era justamente eles recriarem todas as posições de um livro clássico de sexo americano, chamada The Joy of Sex! Ficam então assustados esperando um escândalo, visitando um colega (o já veterano Rob Lowe que tem personagem absurdo, mas que faz de maneira engraçada, sem esquecer que ele quase teve sua carreira arruinada justamente por ter brincado com esse tipo de fogo!). E assim por diante. Complicado porque o herói trabalha numa estação de rádio e andou distribuindo Ipads, que podem conter o tape!! Também Cameron (Annie) estava escrevendo um blog sobre bebês e prestes a vendê-lo para uma grande corporação.
Mas realmente algo sai errado e justamente é o roteiro mal escrito, mal desenvolvido, com personagens duvidosos que vão ficando mais bobos e com piadas mais fracas à medida que o filme vai sucedendo. Acabando por se desmoronar.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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