Rainha e País (Queen and Country)

Embora sensível e bonito, o filme porém resultou apático e imemorável

25/06/2015 12:37 • Por Rubens Ewald Filho
Rainha e País (Queen and Country)

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Rainha e País (Queen and Country)

Inglaterra, 2014. 114 min. Direção e roteiro de John Boorman. Com Callum Turner,Caleb Landry Jones, Pat Short, David Thewliks, Richard E. Grant, Richard E. Grant,Vanessa Kirby,Sinead Cusack,John Standing.

O britânico John Boorman ja foi indicado ao Oscar cinco vezes, como diretor, roteirista e produtor de Esperança e Glória (1987), e como diretor e produtor de Amargo Pesadelo (Deliverance, 72), mas fez outros grandes filmes, com destaque para o revolucionário A Queima Roupa (Point Blank, 67 com Lee Marvin), Inferno no Pacifico (68 novamente com Marvin e Mifune), Excalibur (81), rodou no Brasil o misterioso O Jardim das Esmeraldas (85) e em 98 O General. Isso para não mencionar outros filmes interessantes (ainda que menores dele).

Mas certamente o mais querido e autobiográfico com Esperança e Glória, onde pintou um retrato humano e delicado do que foi sua infância em Londres, justamente quando aconteciam os ataques de bombas durante a Segunda Guerra. Aqui justamente ele faz a continuação dessa história, já pulando para quando personagem Bill Rohan já é adolescente e é convocado pelas forças armadas para servir o Exército, junto com seu amigo irascível Percy. Reencontramos sua família (que vive numa casa a beira do Rio Tamisa, onde nada e onde sucede seu primeiro encontro com uma câmera de cinema). No começo dos anos 50, quando sobe ao Trono a Rainha Elizabeth, consegue mesmo ter um difícil romance com uma moça linda mas de classe superior, ou seja mais rica, coisa muito difícil de lidar no Reino Unido.

Se os rapazes centrais não deixam maior impressão, há alguns coadjuvantes famosos que ajudam muito entre eles, Richad E. Grant e principalmente David Thewlis, que nunca esteve melhor! Embora sensível e bonito, o filme porém resultou apático e imemorável. Isso explica porque foi recebido em Cannes com simpatia mas não levou nada. Faltou açúcar e pimenta.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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