RESENHA CRÍTICA: Resident Evil 6 - O Capítulo Final (Residente Evil:The Final Chapter)

Embora o filme tenha me deixado impaciente não sou o público alvo. Mas ele ainda deve funcionar para os fãs

08/02/2017 21:18 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Resident Evil 6 - O Capítulo Final (Residente Evil:The Final Chapter)

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Resident Evil 6 - O Capítulo Final (Residente Evil:The Final Chapter)

EUA, 16. 1h46 min. Direção de Paul W. S. Anderson. Com Iain Glen, Milla Jovovich, Ali Larter, Fraser James, Shawn Roberts, Eoin Macken, Rubi Rose.

Este promete ser o capítulo final desta série que no final das contas acabou sendo - apesar dos pesares - a melhor adaptação de um vídeo game para o cinema. Embora tenha aqueles que não o apreciam, ao menos eu consegui ver praticamente toda a série com bastante interesse, com a eficiente direção do Paul Anderson com sua mulher Jovovich. De qualquer forma, é sempre importante levar em conta que as outras tentativas de se recriar vídeo games tem sido mal sucedidas. Aqui se retoma os fatos exatamente onde terminaram no anterior Retribuição (2012), Alice (Milla) é a única sobrevivente no que pretende ser a última resistência da humanidade contra os Zombies, ou seja, os não mortos. Para isso ela tem que retornar aonde tudo havia começado, em Racoon City, onde a Corporação Umbrella está reunindo forças para um último confronto contra os sobreviventes do apocalipse.

Na verdade o filme nos primeiros cinco minutos faz um resumo de tudo que se viu antes, com a heroína Alice contando sua história, os problemas com vírus e o mundo que parece chegar ao fim. Então se prepare para cenários apocalípticos e uma sucessão de monstros o que não deixa de ser inesperado para os fãs da série. Rodado quase todo na Austrália, com orçamento de 40 milhões e renda razoável de 22 milhões no primeiro fim de semana (aqueles estouros de antigamente já não acontecem, daí a intenção de encerrar a série, o fim do filme também deixa essa suspeita).

Mas rodado num ritmo frenético, não falta ação. O vilão interpretado por Iain Glen funciona bem desde que você esteja disposto a ver zumbis de monte, filosofias religiosas e monte de monstros rosnando (este filme seria mesmo o último da série e dependendo da bilheteria seria transformado em série de TV). A série atrasou porque a estrela Mila ficou grávida. Duas outras figuras da série tiveram destinos diferentes, Sienna Guillory diz nunca ter sido convidada para o projeto e Ali Larter voltou como Claire Redfield. Megan Charpentier ficou grande demais para o papel de Red Queen e foi substituída por Eve Garbo Jovocih, a estreante filha de Milla!

De qualquer forma, embora o filme tenha me deixado impaciente não sou o público alvo. Mas ele ainda deve funcionar para os fãs.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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