RESENHA CRÍTICA: Livrai-nos do Mal (Deliver Us From Evil)
Este tem sido um ano muito ruim para os filmes americanos
Livrai-nos do Mal (Deliver Us From Evil)
EUA, 14. 118 min. Direção de Scott Derrickson. Com Eric Bana,Edgar Ramirez, Olivia Munn, Joel McHale, Chris Coy, Sean Harris, Olivia Horton.
Continuo achando que este tem sido um ano muito ruim para os filmes americanos em especial e do gênero, em particular. Esta é mais uma prova disso. O diretor Scott Derrickson já provou sua incompetência antes com o horrível O Dia em que a Terra Parou e também não deu certo com A Entidade (12) e o menos ruim O Exorcismo de Emily Rose (05).Mas escorrega de novo com este fracasso (30 milhões de orçamento e igual valor de renda!) que foi assinado pelo geralmente bem sucedido Bruckenheimer.
Mas os defeitos são muitos, começando pelo filme escuro demais, um breu. Eric Bana, já é questão de gosto, mas nunca fui com a cara desse australiano com cara de gaiato. Depois as cenas são jogadas, sem maiores explicações ou lógica. Uma coletânea de pesadelos rápidos. Diz o filme ser inspirado por fatos reais, experimentados por um policial do Bronx, Ralph Sarchie (nada garante isso, hoje todo mundo mente a torto e a direito).
Começa com três soldados americanos esbarrando com uma inscrição numa caverna iraquiana. Onde se abre um portal para o inferno. Quando retornam para Nova York continuam a agir como diabos loucos (curiosamente a musica do The Doors é muito usada no filme). O parceiro do herói deveria ser um alivio cômico porque o sujeito, Joel McHale, vem da série de TV Community, mas nem isso funciona. A busca traz também um padre jesuíta (Carlos Edgar Ramirez, desperdício do ator venezuelano que ficou famoso na Europa ao interpretar o terrorista Carlos no telefilme de 2010).
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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