RESENHA CRÍTICA: O Espaço Entre Nós (The Space Between Us)
Uma trama óbvia demais, previsível e sem medo de comover as pessoas. Mediano. Mesmo assim com muita boa vontade!
O Espaço Entre Nós (The Space Between Us)
EUA, 16. 120min. Direção de Peter Chelson. Com Gary Oldman, Asa Butterfield, Carla Gugino, B.D. Wong, Trey Tucker, Scott Takeda, Sarah Minnich, Ryan Jason Cook.
E estamos voltando novamente a média do ano passado, quando para cada filme de êxito havia meia dúzia de fracassos simultâneos. É o caso deste filme de ficção cientifica que custou 30 milhões de dólares e não rendeu mais do que quase 8! Não ajudado pela presença do diretor britânico Peter Chelson que fez Escrito nas Estrelas/Serendipity, muitos telefilmes e séries de TV, mas nada muito memorável. Para o cinema eu curti o musical Escute Minha Canção, 91, Rir é Viver, com Jerry Lewis, 95, além de outros mais fracos: Sempre Amigos, com Sharon Stone e Gena Rowlands, Ricos, Bonitos e Infiéis, horrível com Warren Beatty, Dança Comigo com Richard Gere, Hannah Montana O Filme e Hector e a Busca da Felicidade, com Rosamund Pike.
Aqui se trata de uma aventura interplanetária onde uma nave espacial embarca na primeira missão de colonizar Marte, só para descobrir que a astronauta está grávida. Logo depois ela morre de complicações ao dar a luz ao primeiro ser humano nascido no planeta vermelho, sem nunca revelar quem era o pai dele! Essa seria a saga de Gardner Elliot (o garoto é o mesmo Asa Butterfield de Hugo e O Garoto do Pijama Listrado, só que cresceu muito e continua muito magro e esquisito ) que é muito inteligente mas se ressente de viver sozinho e em especial pelo pai que nunca conheceu. Mantém por áudio uma amizade com uma garota do Colorado, Tulsa, e resolve vir a Terra. Mas os cientistas descobrem que os órgãos dele não irão suportar a atmosfera da Terra. Mas ansioso de encontrar o pai, ele foge... A cena com o pai será mais curiosa, porque este nunca ouviu falar nele.
O problema é simples, exatamente isso, uma trama óbvia demais, previsível e sem medo de comover as pessoas. Mediano. Mesmo assim com muita boa vontade!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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