RESENHA CRÍTICA: Rock Dog - No Faro do Sucesso (Rock Dog)
A mensagem não poderia ser mais simples e certa: esta é sua vida, torne-a feliz!
Rock Dog - No Faro do Sucesso (Rock Dog)
EUA, 17. 90 min. Diretor: Ash Brannon. Roteiro de Denise Bradley, Ash Brannon. Vozes originais de Luke Wilson, Eddie Izzard, J.K. Simmons, Matt Dillon, Sam Elliott, Jorge Garcia.
Fui assistir esta animação sem a menor pretensão ou expectativa, até porque o começo é meio esquisito com uma narração que podia ser dispensável. Ou seja, já demora um pouco para se habilitar a contar a história muito divertida ainda que não especialmente original de uma graphic novel chamada Tibetan Rock Dog escrita por um rock star chinês chamado Zheng Jun. Mas sua narrativa que começa no Tibete, anexado pelos chineses (mas não há referências políticas), é sobre Bodi, um adolescente com cara de bicho como alias todos os personagens. Ele meio acidentalmente se apaixona pela musica, inclusive demonstrando inesperado talento para desespero de seu pai que preferia que ele ficasse na Montanha Nevada cuidando dos animais. Mas é um iaque sabido que acha que Bodi tem que experimentar seu talento. No caminho encontra uma raposa baixista e um bode baterista Germur e se torna um aspirante a roqueiro e não demora ele acaba encontrando leopardo Trey, uma lenda do rock Trey que vive numa mansão tendo que gravar uma nova música.
Acho que não precisa explicar mais, tem complicações com uma esquadrão policial, mas o resto do filme é basicamente com o herói afirmando seu talento e eventualmente se rendendo ao sucesso. Pronto, curto como todos desenhos deveriam ser, e movimentado, leve com música agradável, de tal forma que pode agradar os pais roqueiros e as crianças de cabeça aberta.
Afinal a mensagem não poderia ser mais simples e certa: esta é sua vida, torne-a feliz!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias