RESENHA CRÍTICA: A Caminho de Casa (A Dog´s Way Home)
Crianças que não tem problema em chorar e se emocionar, tem tudo para consumir o filme
A Caminho de Casa (A Dog´s Way Home)
EUA, 2019. 1h36 min. Direção de Charles Martin Smith (conhecido como ator de 88 créditos conhecido por filmes de aventura para crianças como Os Lobos Nunca Choram, o faroeste Os Três Discípulos da Morte e principalmente o clássico Loucuras de Verão o famoso American Graffiti de George Lucas, quando assinava como Charles Martin Smith). Roteiro de Bruce Cameron, Cathryun Michon, baseado em livro de Cameron. Com Ashley Judd, Jonah Hauer King, Edward James Olmos, Wes Studi, Barry Watson, a voz de Bryce Dallas Howard (como a voz de Bella).
Não espere por nada de novo, o que não faltou foram filmes de cachorros em fuga, procurando seus donos e passando por 400 milhas, por tudo que é aventura na região do Colorado. Embora rodado no Canadá, o filme parece ter acertado com o público infanto juvenil de forma que custou 18 milhões de dólares e até 24 de fevereiro passou de 41 milhões. O filme também quis ampliar um pouco a trama, de modo que o drama apresenta dois tipos de animais que só podem ser encontrados na região nordeste ou oeste dos EUA, ou seja, o alce e o bisão. Mas além disso o filme tem uma situação dramática que vai emocionar os mais jovens, porque o cachorro está sendo vítima de uma discriminação de raça e sua dona tem que mandá-la embora para protegê-lo. Crianças que não tem problema em chorar e se emocionar, tem tudo para consumir o filme. Detalhe curioso: o cachorro que faz o papel de adulto de Bella na verdade se chama Shelby e foi salvo porque vivia num Junkyard no Tennessee. Um detalhe discutível: o filme foi muito criticado porque não tem vergonha em expor os clímaxes da história incluindo o final. Uma curiosidade: quase no fim do filme há uma aparição curta e rápida do ator e diretor Ron Howard que é grande amigo do diretor e sua filha dublou o personagem de Bella.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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