RESENHA CRÍTICA: Selfie para o Inferno (Selfie from Hell)

O que você esperava? Não achava que este terror iria fazer sentido, né? Mas podia ao menos ser bem mais divertido...

06/06/2018 15:47 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Selfie para o Inferno (Selfie from Hell)

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Selfie para o Inferno (Selfie from Hell)

Alemanha, Canadá, 2018. 1h13 min. Direção de Erdal CeylOn. História de Paul Burton. Com Alyson Walker, Tony Giroux, Meelah Adams, Ian Butcher, Shawn Morse, Matthew Graham.

O ponto de partida até que é bem interessante. Em 2015, um jovem diretor alemão amador faz um curta-metragem de terror que tem menos de dois minutos de duração. Mas tem uma história curiosa com uma heroína de aparência estranha e uma trama direta. Quando esta chega numa casa de uma prima, ao usar o celular ela observa que há uma figura atrás dela. Curiosa, investiga um pouco mais e realmente há um monstro não identificado que a ataca e aparentemente mata (o efeito é bem assustador e direto). Isso resultou em 16 milhões de visualizações (o diretor CeylOn realizou apenas curtas em vídeo, como Die Thierlibehaber, 14, Selfie from Hell, 15, Demon´s Dawn, curta vídeo, 16).

Mas como qualquer um do ramo pode confirmar há uma diferença muito grande entre um curtíssimo de um único impacto com um longa metragem misturado entre Alemanha e Canadá, de tal forma, aliás, que tudo se passa numa casa tombada em Vancouver que tem a proteção histórica e pertenceu a algum famoso, que desconheço, chamado Wiliam E. Mercer (na verdade, essa casa antiga com os objetos certos é um dos pontos altos do filme). Agora o longa começa com a alemã Julia Lang (a super esquisita Meelah Adams, que infelizmente cai em coma e some da trama) que vem visitar a sua prima Hannh (Alyson, que começa tímida, mas é a força maior segurando o que pode no resultado do filme). Ai acontece então a extensão do antigo curta e Julia entra em coma. Aí é muito curioso porque chamam um médico em casa (coisa rara no Canadá, mas o doutor tem um único equipamento a seu dispor, diz que ela sofre uma infecção ruim e que deveria tomar antibióticos a cada 8 horas. Não há receitas, nem se vê esse medicamento sendo usado!). Ela piora a cada momento e a prima vai achando tudo aquilo muito estranho e pede a ajuda de um namoradinho magricelo de origem mista Trevor Jones (Tony Giroux) e que entende bastante do que seria a chamada “The Dark Net”. De qualquer a situação vai ficando mais complicada (e antiquada) enquanto a obscura figura do Mr. Eater (Ian Butcher) fala sobre quartos vermelhos e negros. Desnecessário dizer que tudo vai de mal à pior, aparentemente tendo a ver com as selfies. Enfim, tudo vai se tornando cada vez mais hilariante (ou delirante, tanto faz) e incrivelmente incompreensível. Afinal o que você esperava? Não achava que este terror iria fazer sentido, né? Mas podia ao menos ser bem mais divertido...

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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