RESENHA CRÍTICA: O Amante Dduplo (L´Amant Double)

É um filme bem francês, bem erótico, bem interessante

19/06/2018 17:58 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Amante Dduplo (L´Amant Double)

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O Amante Duplo (L´Amant Double)

França, 17. 1h47m. Direção de François Ozon. Baseado em livro de Joyce Carol Oates, Lives of the twins/Vidas das Gêmeas. Com Marie Wacht, Jacqueline Bisset, Jeremie Rennier, Miriam Boyer, Fanny Sage, Dominique Reymond.

É sempre interessante assistir os filmes do francês Ozon, um dos mais interessantes realizadores já há mais de uma década, sempre pessoais, diferentes, audaciosos e femininos (aqui por exemplo começa o filme sem trilha musical mostrando a heroína cortando a franja de seus cabelo longo e desde então tudo o que ela diz será muito sussurrado e diferente). Trata-se de Chloé, a atriz Marie é a mesma que fez o papel central de outro filme dele, Jovem e Bela, 13. A personagem de 25 anos foi modelo e agora ajuda em exposições de arte, que sofre de dores abdominais severas e persistentes talvez causado por algo psicossomático (outra ousadia há um close máximo do órgão sexual feminino vaginal que se transforma em olho e que irá retornar!). Ela procura ajuda com um terapeuta ainda jovem, o Dr. Paul Meyer (o loiro e frequente Jeremie Rennier, de longa carreira). As conversas começam bem, mas logo ele pede para terminar as sessões porque sente-se atraído por ela, no que é também compartilhado. Os dois se envolvem e vão morar juntos num apartamento com vista e um gato chamado Milo. O sexo vai bem, mas ela começa a desconfiar de que há algo de secreto e misterioso no passado do namorado. Seguem-se alucinações e delírios de sonho... E constante passeios pelas galerias de arte.

Divulgado como um thriller “psicosexual”, o filme foi descrito como “influenciado pela obra de Georges Bataille” e por causa disso muito francês (que me parecem são os únicos ainda a fazerem filmes deste tema e estilo e provocação. Incluindo por volta de uma hora e 8 minutos, uma cena de sexo com o rapaz passivo). Tudo ia relativamente bem até quando aparece outro psicanalista que é duplo de Paul e que afirma ser seu irmão gêmeo, que acha que pode curar Chloe nem que seja através do sexo. Os críticos americanos fizeram a festa porque isso tudo serve de nanálise para as influências do filme, que incluem Gêmeos Mórbida Semelhança (Dead Ringers, 88 de Cronenberg), O Inquilino (The Tenant de Polanski, 76), Irmãs Diabólicas (Sisters de Brian de Palma, 72). Mas por outro lado talvez também não estejam copiando nada e a trama pode ser completamente outra do que você ficou pensando (incluindo já mais perto do final quando entra em cena a sempre querida Jacqueline Bisset). Não vou revelar mais nada, é um filme bem francês, bem erótico, bem interessante.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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