RESENHA CRÍTICA: WiFi Ralph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet)

É totalmente diferente dos filmes habituais de Disney, mas ao mesmo tempo uma experiência curiosa mas também assustadora do que é o mundo atual

01/01/2019 22:47 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: WiFi Ralph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet)

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WiFi Ralph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet)

EUA, 18. 1h52 min. Direção de Phil Johnston, e Rich Moore. Roteiro de Johnston e Pamela Ribbon, história de Rich Moore, Johnston, Ribon, Jim Reardon, Josie Trinidad, Kelly Younger. Vozes originais de famosos: John C.Reilly, Sarah Silverman, Gal Gadot, Alfred Molina, Alan Tudyk, Taraji Henpson, Jack MacBrayer, Ed O´Neill, Tim Allen, Vin Diesen. Música de Henry Jackson.

Rich já dirigiu o anterior Detona Ralph (12), que lhe deu indicação ao Oscar, Zootopia (16) que lhe deu Oscar e Futurama (99). Indicado ao Emmy. Phil Johnston não ganhou tantos prêmios, mas recebeu o Annie, pelo roteiro tanto de Zootopia quanto o primeiro Ralph. Seu primeiro roteiro foi Cedar Rapids (11) e ainda antes disso em 2004, por A Thousand Words.

Foi uma renda de 113 milhões de dólares em cinco dias, mais 42 no exterior. Para esta nova aventura da Disney com seu nome irresistível “Quebrando a Internet”, embora eu confesse que não tivesse me apaixonado pela aventura anterior. Confusa demais para meu gosto, sou obrigado a reconhecer sua atração irresistível que inclui desde a passagem rápida de Stan Lee, o encontro das sempre adoradas estrelinhas de Pajama Party. Que no entanto são apenas parte das inúmeras referências de figuras famosas do estúdio (entre elas, o primeiro Vapor Willie, 28, com Mickey, Branca de Neve, King Kong, Mágico de Oz, Pinóquio, Dumbo, Alô Amigos com o nosso Zé Carioca, Você já foi à Bahia, Alice, Peter Pan, Dama e o Vagabundo e uma enormidade de outros que irão concluir como Incríveis e Frozen 2, este já no crédito final).

Acho que a crítica de Bilge Egeri, do New York Time é a mais lógica de todas. Ela afirma: “Ralph pode parecer a primeira impressão como sendo um adorável e animado filme para a família, mas o surpreendente é que se refere muito claramente ao mundo dos jogos (chamados nos EUA de Arcade games) que nem por isso deixa de ter vilões de 8-bit. Ao contrário, eles fazem o espectador de vergonha da internet”.

O ponto de partida é que Ralph e sua melhor amiga Vanellope (Sarah) tentam encontrar um substituto para Sugar Rush, o jogo de corrida, colorido, cheio de chocolate, em que ela compete. Mas logo se perdem num labirinto de cacofonias da internet, que foi mostrado pelos diretores do filme como um lugar por demais confuso, cheio de marcas, emojis e estranhas mensagens. Para conseguir fundos para comprar o controle (que eles acidentalmente tentam conseguir no eBay, por 27 mil!), Ralph se torna um vídeo viral superstar. Chamado BuzzzTube. Enquanto isso a doce Vanellope se envolve com um jogo chamado “Slaugher Race”, que vai levá-la a lugares cheio de lixos e fogo, dançarinos, piromaníacos e tubarões. E também eles vão parar noutro lugar chamado “Oh My Disney” onde ela terá que dar vários conselhos de um grupo bem grande princesinhas! (este é o ponto alto do filme para crianças!!).

Acho que este resumo já dá uma ideia de que este Disney difere dos antigos e mesmo atuais, claro que não falta alegorias, imagens alegóricas e um humor irreverente. Mas sempre estarão assistindo uma sátira muito forte, sobre como viver com monstros e a vida moderna atual. Ou seja, é totalmente diferente dos filmes habituais de Disney, mas ao mesmo tempo uma experiência curiosa mas também assustadora do que é o mundo atual. E como ainda vai se modificar, ao que parece para pior. Justamente por isso também que deixa de ser um mero desenho ou fantasia. É o presente misturado com o futuro e o passado... francamente assustador.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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