RESENHA CRÍTICA: Perfeita É A Mãe 2! (A Bad Moms Christmas)

Não é bem natal, é farsa mesmo. Que por vezes fica grosseira, por vezes não tem graça

07/12/2017 08:55 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Perfeita É A Mãe 2! (A Bad Moms Christmas)

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Perfeita É A Mãe 2! (A Bad Moms Christmas)

EUA, 17. 1h 44 min. Direção e roteiro de Jon Lucas, Scott Moore. Com Mila Kunis, Kristen Bell, Kathryn Hahn, Susan Sarandon, Christine Baranski, Peter Galagher, Cheril Hines, Justin Hartley, Kenny G, Jay Hernandez, Wanda Sykes, Christina Applegate. Produtora de set Mila Kunis.

Como sucedeu com os pais que geraram uma continuação atualmente em cartaz (e por sinal melhor a continuação que o original), as mulheres não quiseram ficar para trás e realizaram o mesmo, com a mesma equipe e algumas poucas modificações (Christina Applegate faz apenas ponta substituída por Kathryn Hahn que é especialmente sem graça!). Mas como o título pode sugerir é pura chanchada que não honra a posição feminina (será preconceito meu em achar que um filme sobre mulheres será mais leve e menos chanchada?). Em compensação dão chance para três veteranas atrizes super respeitáveis que interpretam as mães das heroínas e por causa disso são mostradas como senhoras exageradas, que resolvem fazer festas natalinas com os netos, sem a menor lógica ou bom senso. A mais ausente é justamente a mais famosa Susan Sarandon (vencedora do Oscar por Os Últimos Passos de um Homem e mais 4 indicações) e que aparenta estar constrangida com tudo. Christine Baranski é brilhante e já foi indicada a 12 Emmys e ganhou um por Cybill. Mais 3 SAGS e indicação ao Tony. A terceira mãe é menos conhecida, a Cheryl Hines (apenas duas indicações ao Emmy por Curb Your Enthusiasm). Triste perceber que nenhuma delas tem cenas especialmente marcantes, como se mãe tivesse que ser caricata e se envolveram também em sexo (há uma das mães, não avós, que mergulha na casa de um homem super em forma, o que já da idéia da pretensão do filme). Ou seja, não é bem natal, é farsa mesmo. Que por vezes fica grosseira, por vezes não tem graça. E estranhamente as mães não brilham e as mães não roubam os filmes. Ainda assim está rendendo por volta de 60 milhões de dólares, o que não é nada mal nos tempos que correm.

PS- O filme anterior tinha ainda Jada Pinkett e marcou a estreia na direção da dupla de roteiristas e diretores que escreveu Se Beber não Case, I, 2 e 3, Finalmente 18 (13) que foi a única direção anteriormente, e mais Minhas Adoráveis Namoradas, Surpresas do Amor, Assalto de Dose Dupla, Eu Queria Ter A Sua Vida, Saindo de uma Fria. Ou seja, são clássicos da baixaria e pornô chanchada americana desta vez centradas em grupos de mulheres! Nem que seja para começar a contentá-las que sempre reclamam (e com razão) de que nunca são celebradas na tela!!!! Como a continuação é basicamente uma sucessão de piadas com mães chatas e festas natalinas. O ponto de vista do filme continua a ser que as mulheres/mães tem todo o direito e prazer de agirem como homens desmiolados, ou seja beber até cair, dançar grotescamente, falar palavrões e transar com toda a liberdade (ou libertinagem). Mulheres, vocês já sabem o que lhes espera.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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