RESENHA CRTICA: Uma Noite de Crime: Anarquia (The Purge: Anarchy)

Dos ltimos desses terrores e variantes este foi dos que mais me atingiu e perturbou

02/12/2014 14:41 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Uma Noite de Crime: Anarquia (The Purge: Anarchy)

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Uma Noite de Crime: Anarquia (The Purge: Anarchy)

EUA, 14. 103 min. Direção de James de Monaco. Com Frank Grillo, Carmen Ejogo, Zach Egilford, Kiele Sanchez, Justina Machado, John Beasley

 

“Seja bem vinda a America onde uma noite por dia o crime é legal”.  Esta continua a ser a chamada muito forte deste filme B! (que por alguma razão é mais endereçado para o público latino!) cujo primeiro capítulo Uma Noite de Crime (The Purge, 13) rendeu 64 milhões enquanto custou  apenas 3 para rodar!). 

Preciso confessar que dos últimos desses terrores e variantes este foi dos que mais me atingiu e perturbou,  que apesar do seu ponto de partida meio discutível (que o governo liberasse uma noite de morte por ano é tão ridículo que parece possível perante outros absurdos que estamos assistindo aliás em todo o mundo!). E embora a história se repita e deve continuar assim ainda pelas futuras continuações, nem por isso deixa de incomodar. O diretor James Del Monaco (para o primeiro, tirou a ideia de um acidente de estrada que a mulher teve). E além de contar com a presença de um astro Ethan Hawke teve um lançamento em Los Angeles como se fosse uma feira de terror! Aqui só um ator personagem volta do primeiro Edwin Hodge, ator negro que faz o chamado Estranho.

A impressão geral da imprensa americana foi de que o filme até melhorou nesta edição. Rodado e passado em Los Angeles, parece também influenciado por essas aventuras recentes de Distopia. E mesmo Game of Thrones.  A Anarquia pode durar 12 horas e há restrições em armas (foguetes) e  a maior parte da população procura se esconder em “panic rooms” ou mesmo dentro de casa. Aqui a maior parte da ação sucede nas ruas.

No filme são três grupos principais que procuram escapar. Quando um estranho chamado Sargento (Grillo) salva dois casais, Eva e sua filha Shane, e sua-ex-namorada Liz. Eles perambulam pela cidade, encontram um revolucionário. Tem o casal que o carro e eles fiquem sem abrigo. O velho negro que se recusa a ficar em casa!  Muita gente chamou a atenção que o autor Monaco foi quem escreveu o roteiro da refilmagem de Assalto a Décima Terceira Delegacia, 05, refilmagem de clássico de John Carpenter, mestre do gênero. Um detalhe: o maior produtor do filme é ninguém menos que Michael  Bay!  De qualquer forma o elenco é fraco e tudo resulta inferior ao original (as cenas de rua,  são canhestras e nada espetaculares) e a premissa da história continua a não me convencer e por vezes irritar. Ainda que a explicação final seja curiosa e cuidado que lá vai Spoiler: a polícia usa esse dia para poder matar os mais perigosos e intocáveis.  Ou seja, a Direita esta por trás de tudo fazendo sua justiça com suas próprias mãos. 

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho jornalista formado pela Universidade Catlica de Santos (UniSantos), alm de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados crticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veculos comunicao do pas, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de So Paulo, alm de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a dcada de 1980). Seus guias impressos anuais so tidos como a melhor referncia em lngua portuguesa sobre a stima arte. Rubens j assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e sempre requisitado para falar dos indicados na poca da premiao do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleo particular dos filmes em que ela participou. Fez participaes em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minissries, incluindo as duas adaptaes de “ramos Seis” de Maria Jos Dupr. Ainda criana, comeou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, alm do ttulo, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informaes. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionrio de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o nico de seu gnero no Brasil.

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