O Hobbit: O Fim da Jornada

O fim de O Hobbit significa missão cumprida de seu realizador, Peter Jackson

09/12/2014 11:39 Por Adilson de Carvalho Santos
O Hobbit: O Fim da Jornada

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Depois de anos à espera chega às telas O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos assim reentitulada depois do inicialmente anunciado “Lá e de volta outra vez”. No ponto em que paramos em A Desolação de Smaug, o dragão (voz de Benjamim Cumberbatch) desperta, de depois de enfrentar os anões, redireciona sua ira contra a cidade do lago. Enquanto isso, o mago Gandalf (Sir Ian McKellan) jaz prisioneiro do misterioso Necromante. Assim o filme promete amarrar as pontas soltas que conduzirão a trilogia de O Senhor dos Anéis.

O fim de O Hobbit significa missão cumprida de seu realizador, Peter Jackson, que assumiu a hercúlea tarefa de adaptar o universo imaginário do escritor sul-africano J.R.R.Tolkien, um dos grandes nomes da literatura mundial,  transpondo a riqueza de suas palavras em imagens. Tolkien criou a aventura de Bilbo Bolseiro como uma forma de entreter seu filho e a preencheu com detalhes históricos e geográficos que fixaram a sua Terra-Média no imaginário de gerações de leitores, até mesmo do ex Beatle John Lennon. O sucesso de Peter Jackson à frente dos três filmes de O Senhor dos Anéis e depois de seu prólogo, que quase foi dirigido por Guilherme Del Toro, reascendeu o brilho da saga do um anel e de uma galeria de personagens marcantes que se popularizaram como o elfo arqueiro Legolas (Orlando Bloom), o heroico Aragorn (Viggo Mortessen), além de coroar o trabalho de Andy Serkis e seu Gollum, um primor da tecnologia de captura de movimentos que abriu espaço para o uso crescente de CGI, cada vez mais impressionante. O triunfo dos filmes agitou os fãs da obra e criou novos leitores que redescobriram esse universo fantástico.

A adaptação de “O Hobbit” gerou, na mesma medida, críticas principalmente da decisão de transformar o livro em uma trilogia, esticando alguns eventos, adicionando material retirado de notas deixadas por Tolkien e, chegando até mesmo a criar uma personagem nova, a elfa Tauriel (Evangeline Lily), o que incomodou por ser um  obvio interesse de capitalizar em cima de uma obra que foi concebida de forma mais contida que “O Senhor dos Anéis”.

Ainda assim, a empolgação foi contagiante desde o lançamento do primeiro capítulo O Hobbit – Uma Jornada Inesperada em dezembro de 2012. A alardeada batalha desse capítulo final envolverá anões, elfos, orcs e homens interessados na fortuna em ouro da montanha, com destaque para o personagem de Thorin Escudo de Carvalho (o ator inglês Richard Armitage) que encontrará seu destino final.

O encerramento deixará na memória momentos divertidos, movimentados, épicos como o ataque das aranhas (Tolkien as escolheu porque seu filho as odiava), o duelo de charadas entre Bilbo (Martin Freeman) e Gollum (Andy Serkis), o confronto com Smaug que ganha vida com a voz poderosa de Benjamim Cumberbatch (O Sherlock da BBC). A rápida passagem de Galadriel (Cate Blanchett) , Elrond (Hugo Weaving) e Saruman (Christopher Lee, único dos atores a ter conhecido pessoalmente Tolkien) coroa a ligação entre as duas trilogias que, apesar de tratar de magia, criaturas míticas e lugares fantásticos, trata de amizade, lealdade, ambição, diferenças raciais, elementos do mundo real usados metaforicamente e habilmente por Tolkien, que teria se inspirado no clássico poema épico Beowulf para criar sua narrativa, que por sua vez, inspirou outros seja na literatura, nos criadores de RPG, até mesmo George Lucas, o criador de Star Wars. Certamente, Tolkien há de ser revistado no futuro seja através de reprises, relançamento dos filmes de Peter Jackson em novas vídeo e formatos, ou até refilmagens gerações à frente, que nos levarão lá e ... de volta outra vez !! (Por Adilson de Carvalho Santos)

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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