A Lição (Urok)

O filme não me emociona nem convence, embora a dupla de diretores seja famosa por seus muitos curta-metragens

18/06/2015 11:40 • Por Rubens Ewald Filho
A Lição (Urok)

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A Lição (Urok)

Bulgária, Grécia, 2014. 105 min. Direção e roteiro de Kristina Grozeva e Petar Valchanov,Urok. Com Margita Gosheva, Ivan  Barnev, Ivan Savov, Stefan Denolyubov, Ivan Bratoeva.

Este é daqueles filmes europeus bem premiados: atriz em Angers, estreante em Goteborg, revelação de diretor em San Sebastian, melhor filme, filme internacional em Sofia, roteiro e premio especial em Thessalonik,  prêmio Especial do Júri em Tóquio, direção , atriz em Transilvânia, filme em Varsóvia.

Mas nem por isso muito especial. Segue o padrão atual do cinema europeu, com câmera na mão seguindo os atores (em geral convincentes) se intrometendo na ação. Não há maior preocupação com fotografia, enquadramentos ou criatividade. Limita-se a contar uma história bastante interessante e universal, a que alguns críticos chamaram de moralista. De qualquer forma é sobre Nade (Margita), uma professora de inglês, que leva a sério a denúncia de uma das aluninhas que diz que sua carteira foi roubada. Não pense que essa será a trama principal, ao contrário depois da lição mal dada, ela parece esquecida quando a professora descobre que tem um problema maior. O banco está avisando ela em sua própria casa, que por não terem sido pagas certas dividas, a casa será colocada em leilão dali a dois dias. E a culpa é do  marido dela, um bêbado diz que gastou o dinheiro com equipamento para seu carro e não pagou a dívida.

Assim a coitada da heroína vai ter que sair procurando alguém que lhe empreste dinheiro, até um filme também de pouco impacto. Outros comparam aos filmes dos Irmãos Dardenne e louvam a atriz protagonista. Não me emociona nem convence embora a dupla de diretores seja famosa por seus muitos curta-metragens.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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