RESENHA CRÍTICA: Amigos para Sempre (The Upside)

Este dispensável remake levou uma feia lição porque custou 37 milhões de dólares e rendeu apenas 17! Ou seja, foi um fracasso total porque o público graças a Deus não é bobo

20/01/2019 23:18 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Amigos para Sempre (The Upside)

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Amigos para Sempre (The Upside)

EUA, 19. Direção: Neil Burger. Com Nicole Kidman, Bryan Cranston, Kevin Hart, Julianna Margulies, Tate Donovan, Aja Naomi King, Suzanne Savoy, Amara Karan, Genevieve Angelson, Kristina Aponte

Há limites para tudo, inclusive e principalmente para se ver o filme do filme mais uma vez dirigido agora por um pouco aprovado Neil Burger, que fez trabalhos banais como O Ilusionista, Divergente, Sem Limites e eis que os norte-americanos resolveram fazer mais um remake, já que se acham donos do mundo, daquela comédia dramática de muito sucesso chamada Os Intocáveis (que eu vi numa versão argentina legal e logicamente na francesa brilhante, com ótimo elegante). Este dispensável remake levou uma feia lição porque custou 37 milhões de dólares e rendeu apenas 17! Ou seja, foi um fracasso total porque o público graças a Deus não é bobo. Mesmo quando no elenco está o excelente Bryan Crawston, tem mais uma vez a desnecessária Nicole Kidman, e o melhor personagem caberia ao humorista negro Kevin Hart que cheguei a louvar, mas me arrependi muito porque há pouco ele recusou ser o apresentador deste próximo Oscar porque não admitia elogiar ou apresentar gays! Uma estupidez absurda que não precisa de explicações e um filme que obviamente não precisa ser visto. De novo e de novo...

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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