RESENHA CRÍTICA: Traffik - Liberdade Roubada (Traffik)

Com certeza já se viu histórias semelhantes, mais pobres mas menos óbvias e grosseiras. Absolutamente descartável

20/09/2018 01:25 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Traffik - Liberdade Roubada (Traffik)

tamanho da fonte | Diminuir Aumentar

Traffik - Liberdade Roubada (Traffik)

EUA, 2018. 1h36min. Direção e roteiro de Deon Taylor. Com Paula Patton, Luke Goss, Priscilla Quintana, Omar Epps, William Fichtner, Jeff Wiesen, Laz Alonso, Roselyn Sanchez,Claude Duhamel. Inspirado em fatos reais. Orçamento: 4 milhões de dólares. Renda de bilheteria:9.500 milhoes de dólares. Chamada de Texto: “Recuse ser uma vitima”!

O texto de apresentação do diretor é constrangedor quando afirma que o realizador e escritor Deon Taylor (mas sem foto) “é um artista prolífico, que aprendeu por si mesmo, inovador, com um texto forte e com uma visão icônica! Esta sempre criando e é uma força para se reconhecida no meio do entretenimento”. Será que chega essa promoção exagerada?  De qualquer forma, de seus vários créditos, apenas dois filmes são creditados por aqui, o primeiro deles, Zetenta e Cinco (07) western com Rutger Hauer e uma parceria com Brian Hooks, e outro A Corrente do Mal (09) Chain Letter, com Nikki Read e Brad Dourif. Mas há ainda outros 7 filmes atualmente em produção!

Traffik é um thriller estrelado pela bela mulata Paula Patton e influenciado por criticas negativas.  Antes de tudo, mesmo os filminhos B ou C, como este, hoje tem uma produção bem cuidada, com eficiente fotografia, locações luxuosas (no caso uma mansão com piscina ultimo estilo) ainda que prejudicada por elenco irregular (os dois atores principais aqui, são caricatos e ainda na metade da historia se revelam bandidos!). Basicamente é sobre Brea uma jornalista revoltada de jornal de Sacramento que foi “furada” por um colega que revelou um caso que seria dela. O namorado da moça John (Epps) resolve levá-la para distrair num lugar remoto em Sierra Nevada, sem celular, onde pretende o convidar para ficar noiva. Logo de cara aparecem motoqueiros ameaçadores com cara de monstro e uma garota sofrida de contra peso e a situação irá se complicar (na verdade, desde  o primeiro plano da historia, já se revelava que havia uma quadrilha que sequestrava jovens drogando-as de deixando como escravas). A situação vai ficando cada vez mais complicada e absurda com os bandidos invadindo a casa e a  heroína sendo também aprisionada. Para piorar há ainda uma policial loira e corrupta, que faz caras e bocas de pura bandida! Ou seja, com certeza já se viu histórias semelhantes, mais pobres mas menos óbvias e grosseiras. Absolutamente descartável. Ah, o roteiro como era de se supor é péssimo!

Linha
tamanho da fonte | Diminuir Aumentar
Linha

Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

Linha

relacionados

Todas as máterias

Efetue seu login

O DVDMagazine mantém você conectado aos seus amigos e atualizado sobre tudo o que acontece com eles. Compartilhe, comente e convide seus amigos!

E-mail
Senha
Esqueceu sua senha?

Não é cadastrado?

Bem vindo ao DVDMagazine. Ao se cadastrar você pode compartilhar suas preferências, comentar ou convidar seus amigos para te "assistir". Cadastre-se já!

Nome Completo
Sexo
Data de Nascimento
E-mail
Senha
Confirme sua Senha
Aceito os Termos de Cadastro