RESENHA CRÍTICA: O Quebra-Cabeça (Puzzle)

Não sei se existe um público grande e feminino o suficiente para atingir uma audiência interessada neste filme britânico modesto e discreto, que não chega a ser comédia ou romance

14/11/2018 23:03 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: O Quebra-Cabeça (Puzzle)

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O Quebra-Cabeça (Puzzle)

Inglaterra, 18. Direção de Marc Turtletaub. Roteiro de Polly Mann, Oren Moverman, baseado no filme argentina Rompecabezas. De Natalia Smirnoff.Com Kelly McDonald, David Denman, Daniel Stewart Sherman, Irfan Kahn, Liv Hewson, Austin Abrams, Bubba Weller.

Não sei se existe um público grande e feminino o suficiente para atingir uma audiência interessada neste filme britânico modesto e discreto, que não chega a ser comédia ou romance. Fica num meio termo bobinho e com pouco humor, onde até um possível romance acaba passando em branco. Por isso prevejo poucos dias para a carreira deste filme de Marc Turtletaub (Sem Segurança Nenhuma, Pequena Miss Sunshine) com a atriz escocesa Kelly McDonald, ainda que indicada 3 vezes ao Globo de Ouro (outra figura meio neutra e tranqüila demais, de Assassinato em Gosford Park , T2 Trainspotting e Onde os Fracos Não Tem Vez). Uma curiosidade: essa mesma história já havia sido feito na Argentina, mas inédito aqui, baseando-se no livro original, Rompecabezas, 09, de Natalie Smirnoff, inédita aqui. Com Maria Onetto. Ganhou melhor filme do ano pelos críticos e depois roteiro em Cartagena. Certamente tinha mais vida e graça nessa versão do que na atual.

A história se passa numa cidade discreta onde vive Agnes, uma mãe suburbana de dois filhos e um marido banal, que entediada em não compreender seus filhos se interessa em jogar e solucionar quebra-cabeças se envolvendo com um outro fã do jogo, no caso um indiano. O filme foi premiado em Deauvile, de público, Heartland, como filme comovente!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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