RESENHA CRÍTICA: O Quebra Nozes e os Quatro Reinos (The Nutcracker and the Four Realms)

Acho que este é “o pior de todos os Disney”, o que já vi nos últimos anos, uma fantasia insuportável, de mau gosto, feia, com história mal contada e profundamente irritante. Nada se salva

31/10/2018 00:18 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Quebra Nozes e os Quatro Reinos (The Nutcracker and the Four Realms)

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O Quebra Nozes e os Quatro Reinos (The Nutcracker and the Four Realms)

EUA,18. Disney. 1h39 . Direção de Lasse Hallstrom (realizador sueco sucesso que já teve certo prestigio, como em Chocolate, Regras da Vida, Minha Vida de Cachorro, Gilbert Grape) e Joe Johnston (de Capitão America/ O Primeiro vingador, Jurassic Park III, Jumanji, Céu de Outubro etc.). Ambos em franca decadência artística.

Eu sempre brinquei que os estúdios Disney desde que ficaram tão ricos ultimamente não tem mais chance de descansar porque já há demasiadas danças rolando em fortunas de grana e por isso deixa de impressionar simplesmente pelo prazer de perder dinheiro e usar o filme para servir de despesa e assim, deixa o governo americano feliz!). Até porque acho que este é “o pior de todos os Disney”, o que já vi nos últimos anos, uma fantasia insuportável, de mau gosto, feia, com história mal contada e profundamente irritante. Nada se salva. Dá a impressão de que se perdeu numa tentativa de dar vida ao famosíssimo balé que todos os anos nos EUA eles montam em grande estilo e até certa classe, o célebre Quebra Nozes. Que vem a ser geralmente um deleite para crianças locais. Só que aqui faltaram ideias e tudo foi ficando imbecil. O elenco está completamente perdido, apesar da presença de gente famosa: a bela e jovem Mackenzie Foy faz a heroína, de Interstelar e Invocação do Mal. Seguem: Helen Mirren (quase impossível de se descobrir), Morgan Freeman, Ellie Bamber, Matthew McFayden, Keira Knightley, tudo numa sucessão infinda de danças mal realizadas, situações constrangedoras e assim por diante.

Garanto para vocês que esta é um dos piores filmes que já assisti na vida, nem para tirar sarro nada disso dá certo. Diz o resumo: Tudo que Clara quer é uma chave, do tipo daquelas que abrirá uma caixa secreta que esconde um presente valioso que pertenceu a sua mãe! Por sorte, porque depois de uma festa anual de Natal encontram a bendita chave quando Clara encontra um soldado chamado Philip que vive num bando de ratos, e fica com ele, na esperança de ir parar morta (no mais total estilo do mestre) porque existe um prêmio caríssimo que foi presente para a mãe falecida. Mas ele desaparece de novo num misterioso mundo paralelo. Há ameaças, perigos, surpresas e a necessária visita a casa da Mãe Ginger, para conseguir de volta a chave de Kay. Tudo que Clara quer é uma chave e assim esta será libertada. Clara da Rainha tem uma chave diferente de todas as outras e consegue entrar num estranho mundo paralelo e assim por diante…

Não cheguei a dormir. Ou entender quase tudo. Não se pode esquecer que tudo se passa num universo mágico e nos três reinos da neve, das flores e dos doces. E haverá um reino a mais, onde vive a tirana mãe Ginger, que se espera faça retornar a harmonia. Entenderam? Nem eu... Não deixe crianças pequenas verem, já que as nozes, por mais mal quebradas que sejam, é um delírio indesculpável!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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