Star Wars: A Ascencao Skywalker

O episodio IX eh essencialmente uma satisfacao aos fans saudosistas, seja na estrutura narrativa ou no direcionamento da historia

20/12/2019 17:42 Por Adilson de Carvalho Santos
Star Wars: A Ascencao Skywalker

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Há 4 anos estamos acompanhando a trilogia final de uma “space opera” que entrou para a cultura popular, marcou a história da ficção cientifica e já se desdobra em gerações que, assim como eu, empunhamos um sabre de luz imaginário e n os juntamos à filosofia Jedi. Esse capítulo final vem com a missão de atar as pontas soltas, revelar o destino final de personagens e reconquistar os fãs divididos após o resultado do filme anterior, dirigido por Rhian Johnson.

Com tantos objetivos a atingir, a tarefa de J.J.Abrams e do roteirista Chris Terrio (Batman x Superman, Liga da Justiça) ao adaptar a história inicial de Colin Trevorrow, que foi demitido por diferenças criativas antes do início das filmagens. O episódio IX é essencialmente uma satisfação aos fans saudosistas, seja na estrutura narrativa ou no direcionamento da história que não se preocupa em explicar como o Imperador Palpatine (Ian McDiarmid) sobreviveu aos eventos de “Star Wars: O Retorno de Jedi” (1983). O vilanesco Darth Sidous é a mão por trás dos eventos que se desenrolaram desde a ascenção da Primeira Ordem, como já adiantado pelo trailler final. Sem necessidade de dar spoilers, o filme entrega o que os fãs desejam, o confronto final entre Rey (Daisy Ridley) e Kylo Ren (Adam Driver), a verdade sobre as origens de Rey entre outras. O roteiro final tenta equilibrar a nova geração, o trio Rey-Finn-Poe com a antiga geração graças às rápidas aparições de rostos conhecidos como o contrabandista Lando Calrisian (Billy Dee Williams), a aparição de Luke para Rey (você não achava que Mark Hamil ficaria fora do capítulo final?), e claro esperada despedida de Leia, realizada com imagens gravadas desde a época de “O Despertar da Força” (2015), funcionando como uma emocionante homenagem à atriz Carrie Fisher falecida na ocasião do lançamento do episódio VIII.

A ação se desenrola nitidamente com a preocupação de apagar o que desagradou aos fãs no filme anterior, e se por um lado pode frustrar alguns, também consegue um resultado mediano como encerramento de uma saga nascida há 40 anos. Contudo, o planejamento da Disney foi falho para esses três filmes finais. Consta que teria desagradado ao próprio George Lucas, e até Mark Hamil chegou a confessar seu desgosto com o destino final de seu personagem em “O Último Jedi”. J.J.Abrams é excelente realizador, mas aqui está a serviço dos interesses da Disney em finalizar um ciclo, não a franquia, que certamente terá futuramente outras histórias a contar nesse universo fictício que luta pela liberdade. O clima das filmagens foi bastante emotivo de acordo com os atores. Se por um lado o fim da trilogia deixa o elenco com disponibilidade para outros projetos, por outro todos já deixam o sentimento de saudade forte, e a certeza de que os atores fizeram o melhor. O elenco tem fostos novos, como uma velha amiga do diretor, a atriz Keri Russel, com quem trabalhou na série de Tv “Felicity” (1998/2002) e em “Missão Impossivel 3” (2003). Russel aparece como Zorii Bliss, uma personagem de caráter duvidoso e que se junta aos rebeldes na luta contra a Primeira Ordem. Entre os personagens novos também destacam-se Jannah (Naomi Ackie), líder de uma tribo de guerreiros e General Pryde (Richard E.Grant), figura de grande poder dentro da Primeira Ordem.

Como fã é necessário assistir para ver o caminho escolhido por Abrams, que parece ter tido mais liberdade criativa quando realizou o reboot de “Star Trek”. Como cinéfilo é preciso admitir que Abrams é grande fã desses personagens e tem uma responsabilidade hercúlea nas mãos.

 Quando se desenrolar nas telas os acordes finais desta saga me transportarei para a Tantoinne de minha infância, onde esse universo se abriu diante de nossos olhos. Que a força esteja conosco, não pela última vez, mas até breve.

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Sobre o Colunista:

Adilson de Carvalho Santos

Adilson de Carvalho Santos

Adilson de Carvalho Santos e' professor de Portugues, Literatura e Ingles formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela UNIGRANRIO. Foi assistente e colaborador do maravilhoso critico Rubens Ewald Filho durante 8 anos. Tambem foi um dos autores da revista "Conhecimento Pratico Literatura" da Editora Escala de 2013 a 2017 assinando materias sobre adaptacoes de livros para o cinema e biografias de autores. Colaborou com o jornal "A Tribuna ES". E mail de contato: adilsoncinema@hotmail.com

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