RESENHA CRÍTICA: Star Wars Os Últimos Jedis (Star Wars: The Last Jedi)

Não há dúvida: este é o melhor filme de toda a série Star Wars

13/12/2017 09:16 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Star Wars Os Últimos Jedis (Star Wars: The Last Jedi)

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Star Wars Os Últimos Jedis (Star Wars: The Last Jedi)

EUA, 17. 2h32 min. Direção de Rian Johnson. Roteiro de Rian e George Lucas. Com Daisy Ridley, Mark Hamill, Adam Driver, Carrie Fisher e sua filha Billie Lourd (como Tenente Connix), Andy Serkis (como o super vilão, Snoke), Laura Dern, Oscar Isaac, Benicio Del Toro, John Buyega, Lupita Nuong´o (como Maz Kanata), Peter Mayhew,Warwick Davis, Anthony Daniels, Jimmy Vee. Domhnall Gleeson (como General Hux).

Não há dúvida: este é o melhor filme de toda a série Star Wars. Não apenas o mais longo (mas não parece), mas consagra o trabalho de um diretor não tão conhecido que é Rian Johnson, que está tão prestigiado que já foi escolhido para fazer a próxima trilogia. O engraçado é que ele não tem uma carreira famosa que o valorizasse. Realizou Os Vigaristas (The Brothers Bloom, 08), com Rachel Weisz, Mark Ruffalo, Adrien Brody, uma aventura com humor bizarro e pós-moderno. Inspirado em Golpe de Mestre (The Sting) e Os Picaretas (Dirty Rotten Scoundrels), com várias referências ao grupo musical The Band, o roteiro teria se inspirado em Ulisses de James Joyce, que por sua vez é sugerido pela Odisseia de Homero. Na época escrevi: “Revelando um diretor de talento, o filme porém não chega a ser bem sucedido.T alvez porque seja “too much”, demais para pouco resultado.”

Fez também o Looper, Assassinos do Futuro (12) uma ficção cientifica cult que conta uma história complicada de viagem no tempo. Em 2074, a viagem no tempo já é possível, mas proibida, os únicos que usam esse recurso são os gangsteres, a Máfia (Mob) que para fazer um serviço mais limpo mandar as vítimas de olhos vendados para o passado onde são imediatamente eliminadas por funcionários, os chamados Loopers e seu corpo jogado em fornalhas. Até o dia em que descobrem que um dos corpos mandados era de um deles, vindo do futuro. Looper puxa pela cabeça, com ideias interessantes e o final de impacto. Falta A Ponta de um Crime (Bricker, 05), seu primeiro longa novamente com Levitt que me escapou.

 Mas porque esse meu entusiasmo? Em parte porque Rian se revela um excelente roteirista, conseguindo ser fiel a todas as figuras da Saga anterior, só que tudo agora tem maior densidade, é mais profundo, melhor desenvolvido. Fiquei entusiasmado com a trilha musical eloquente do grande mestre de toda a série John Williams, na direção dos atores, que me pareceram todos mais soltos e intensos. Ele deu para o Finn (Boyega) um entusiasmo cego que funciona muito bem, Poe (Isaac) é outro ativo e heroico, ainda que tenha feito algumas concessões: a mais esquisita é colocar uma oriental como parceira de Boyega, certamente na expectativa de assim atingir maior público na China (pena ela não ter maior brilho e melhor aparência), o DJ de Benicio Del Toro parece contaminado por uma das caricaturas de Johnny Depp e é certamente a pior coisa do filme. E para a sempre admirada Laura Dern (como Almirante Holdo), arranjaram um vestido constrangedor.

Os mais atentos irão reconhecer a neta de Debbie Reynolds e filha de Carrie Fisher (Leia), Billie Lourd correndo de um lado para outro sem ter muito o que fazer. E para não perder o merchandising infantil há pelo menos dois tipos de animais que irão estourar nas lojas, as raposas faiscantes (ou coisa que o valha) e principalmente o bichinho de olhos enormes e tristes!

Há três grandes figuras no filme, que conseguem segurar a trama. A primeira é a encantadora inglesa Daisy Ridley (também no Assassinato no Expresso Oriente), que acaba sendo a protagonista quando vai procurar o último Jedi, que é naturalmente Luke Skywalker, que vive naquela ilha do filme anterior, só que agora muito mais desenvolvida. É a grande chance de Mark Hamill que passou esses anos todos a espera desses grandes momentos de dúvida e conflitos (há ao menos com ele uma aparição interessante e saudosa que não vou revelar). Pra mim a grande interpretação do filme é justamente de um ator nascido para vilão, nada bonito mas muito competente, e quem diria parece sincero, que vem a ser Adam Driver (como Kylo Ren). Perto dele só brilha igual o super vilão da história que é o notável Andy Serkis, que já esteve incrível no recente Planeta dos Macacos, A Guerra (como Caesar). Uma criação impressionante que algumas organizações já reconheceram como digna de prêmio. Mas não ainda a Academia.

Naturalmente todos nós ficamos tocados com a trágica morte de Carrie Fisher e apreciamos a delicadeza e discrição com que suas intervenções são apresentadas, como se estivesse mesmo cansada, doente. Confesso que eu me emocionei muito, até chorei (como se o diretor já pressentisse o desenlace). Para aqueles que não gostam de Spoilers, não entro mais em detalhes. Registro só a admiração pelos criadores que conseguiram realizar um feito extraordinário.

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