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COADJUVANDO: Keenan Wynn

Careca, narigudo, mal humorado, ranzinza, Keenan Wynn foi um perfeito coadjuvante em inúmeras fitas da Metro

23/07/2014 14:16 Por Rubens Ewald Filho
COADJUVANDO: Keenan Wynn

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Keenan Wynn (1926-1986)

 

Careca, narigudo, mal humorado, ranzinza, Keenan Wynn foi um perfeito coadjuvante em inúmeras fitas da Metro (MGM). Interpretava com a mesma facilidade vilões sem escrúpulos, vigaristas simpáticos ou confiáveis amigos.  Nascido em 1926, em Nova York, Keenan era filho de um ator/comediante famoso, Ed Wynn (1886-1966), astro no rádio e na Broadway. Com certeza se lembram dele como o Homem que Ri em Mary Poppins. Seu avô também era ator, Frank Keenan, mas shakespereano trágico.

Keenan começou no rádio e no teatro no interior, até ser contratado pela Metro em 1942. Fez todo o tipo de papel possível, com destaque para sua notável sequência musical ao lado de James Whitmore, como o gangster dançarino em Dá-me um Beijo (Kiss Me Kate, 53) onde interpretou a canção clássica de Cole Porter, “Brush up your Shakespeare”. Entre outras aparições memoráveis no estúdio nos anos 40-50 estão Ziegfeld Follies, Os Três Mosqueteiros, A Filha de Netuno, Três Palavrinhas, A Sereia e o Bandido, Sapatinho de Cristal, o musical Bonita e Valente (Annie Get Your Gun, 51).

Quando a Metro entrou em crise ele se mudou para Nova York e trabalhou em televisão e em filmes como Doutor Fantástico, 64 de Stanley Kubrick, Corrida do Século, 65 de Blake Edwards, Era uma Vez no Oeste, 68 de Sergio Leone.

Ainda notáveis: Não podes Comprar o meu Amor com Julie Andrews, 64, O Otário, com Jerry Lewis, 64, A Praia dos Biquinis, 64, O Homem com a Morte nos Olhos, com Henry Fonda, 67, Gigantes em Luta, com John Wayne, 67, À Queima Roupa de John Boorman, 67,  O Caminho do Arco Iris com Fred Astaire, de Coppola, 68. Esteve também em Nashville de Robert Altman.  E fez muita série de TV. Seu filho Tracy Keenan Wynn se tornou roteirista.

Sua vida particular era polêmica. Diziam que tinha um caso com o astro Van Johnson, de quem era muito íntimo ou no mínimo compartilhavam a mesma mulher (quando Keenan se divorciou dela, Evie, esta se casou com Van, sabidamente gay e todos continuaram a viver felizes).

Seus trabalhos em TV e cinema são inacreditáveis  278 créditos. A estreia foi em 1942, com Ainda Serás Minha (Somewhere I´ll Find You, com Clark Gable e Lana Turner, sem crédito). Seu último filme foi Hyper Sapien: People From Another Star, 86, fazendo o avô numa ficção cientifica familiar e romântica. Apesar de nos seus últimos anos sofrer de tinnitus (o barulho no ouvido como uma campainha) continuou trabalhando, teve mais duas esposas e mais filhos.  Morreu de câncer no pâncreas em 1896 com 80 anos.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro, é também o crítico de cinema do portal R7. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde está atualmente com o programa TNT+Filme e onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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