COADJUVANDO: Laird Cregar

Considerado um dos melhores vilões do cinema, um verdadeiro sucessor de Charles Laughton

25/07/2014 14:25 Por Rubens Ewald Filho
COADJUVANDO: Laird Cregar

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Laird Cregar (1913-1944)

 

Este tem nome difícil e, francamente, está meio esquecido. Mas houve tempo em que (Samuel) Laird Cregar era considerado um dos melhores vilões do cinema, um verdadeiro sucessor de Charles Laughton. A Fox o considerava um Sidney Greenstreet jovem. Afinal era um homem grande, alto, forte, capaz de trazer compaixão aos personagens que representava. Nunca era o herói, mas teve sempre uma presença marcante. Nascido na Filadélfia em 1916, ganhou bolsa para estudar arte dramática em Pasadena e em 1940 conseguiu pontas no cinema. Foi fazendo o papel de Oscar Wilde numa peça que conseguiu ser descoberto e contratado pela Fox.

Você viu Laird na TV como Mr Spettigrew no A Tia de Carlitos, com Jack Benny e Kay Francis. Foi um detetive sinistro em Quem Matou Vicky (I Wake up Screaming) com Bette Davis. Esteve junto de Alan Ladd e Veronica Lake no clássico Alma Torturada (This Gun for Hire). No capa espada O Cisne Negro ele foi o arquiinimigo de Tyrone Power, o Capitão Henry Morgan. Mas também foi o amigo do mocinho no musical Aquilo Sim Era a Vida (Hello Frisco Hello) com Alice Faye. Sob a direção de Lubitsch teve a grande chance de interpretar o diabo em O Céu Pode Esperar, era ele quem controlava a entrada do inferno e impedia Don Ameche de entrar...

Vindo de família rica da Filadélfia, aos 9 anos já se mudou para a Inglaterra na Winchester Academy e fez questão de fazer papel de pagem com os Strattford Upon Avon Players. De volta os EUA formou-se pela Episcopal Academy e ganhou uma Bolsa do Pasadena Plauhouse, famoso grupo teatral da California de onde saiu também Gregory Peck. Fez algumas pontas em filmes menores, mas se revelou interpretando Oscar Wilde. Logo foi chamado para fazer o temível critico de tourada em Sangue e Areia, com Tyrone  Power.

Sua carreira estava entrando no auge, quando a vaidade o matou. Seus dois últimos papéis foram de personagens malignos e hoje são considerados os grandes momentos do ator, a figura do Jack o Estripador em Ódio que o Mata e depois outro assassino maníaco em Concerto Macabro.

Decidido a virar galã resolveu fazer um drástico regime para emagrecer. Exagerou. Seu coração ficou enfraquecido e em 9 de dezembro de 1944 morre de enfarto em  consequência de operação no estomago.  Tinha um metro e noventa e um, era homossexual e apenas 31 anos. Vincent Price fez o elogio fúnebre. Sua carreira durou apenas 6 anos.

 

Filmografia

1940- Johnny, How You Can Love (de Charles Lamont), Granny, Get Your Gun (sem crédito, de George Amy). 1941- O Renegado (Hudson´s Bay, de Irving Pichel), Sangue e Areia (Blood and Sand, de Rouben Mamoulian), A Tia de Carlitos (Charlie´s Aunt, de Archie Mayo), Quem Matou Vicky? (I Wake up Screaming, de Bruce Humberstone). 1942- E as Luzes Brilharão Outra Vez (Joan of Paris, com Michele Morgan, de Robert Stevenson), Ela Queria Riquezas (Rings on Her Fingers, de R. Mamoulian), Alma Torturada (This Gun for Hire, o primeiro filme de Alan Ladd com Veronica Lake), Dez Cavalheiros de West Point (Ten Gentlemen of West Point, de Henry Hathaway com Maureen O´Hara), O Cisne Negro (The Black Swan, de Henry King, com Tyrone Power). 1943- Aquilo Sim era  Vida! (Hello Frisco, Hello, de Bruce Humberstone), O Diabo Disse Não (Heaven Can Wait, de Lubitsch),  Palheta da Vida (Holy Matrimony, de John M. Stahl com Monty Wooley). 1944- Ódio que Mata (The Lodger, de John Brahm com Merle Oberon). 1945- Concerto Macabro (Hangover Square, de John Brahm com Linda Darnell).

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro, é também o crítico de cinema do portal R7. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde está atualmente com o programa TNT+Filme e onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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