RESENHA CRÍTICA: As Aventuras de Paddington 2 (Paddington 2)

Acho que não é diversão só para as crianças, experimente. Você vai curtir também esta brincadeira

01/02/2018 08:03 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: As Aventuras de Paddington 2 (Paddington 2)

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As Aventuras de Paddington 2 (Paddington 2)

Inglaterra, 17. Direção de Paul King baseado em livros de Michael Bond com roteiro de King e Hamish McColl. 1h43 min. Com a voz de Ben Whishaw (o urso), Imelda Staunton, e mais Sally Hawkins, Jim Broadbent, Hugh Bonneville, Julie Walters, Hugh Grant, Tom Conti, Peter Capaldi, Noah Taylor, Brendan Gleeson, Eileen Atkins,Joanna Lumley Trilha musical de Dario Marianelli.

O primeiro filme era divertido, mas a boa notícia é que esta continuação feita pelo mesmo diretor Paul King, que já era experiente em comédia evoluiu muito, aprendendo novas técnicas que tornam os movimentos e situações muito mais fluentes e divertidos. Na verdade, eu ri muito e me senti mais próximo do ursinho Paddington, um verdadeiro astro na Inglaterra, mas que não conhecem muito bem por aqui. Tiveram também a sorte de reunir novamente alguns dos grandes atores característicos da Inglaterra, incluindo a hoje famosa Sally Hawkins (agora indicada a prêmios pelo Cult A Forma da Água). Ela tem um tipo particular, meio caipira, meio caricata, mas sabe controlar a cena quando lhe interessa, até se tornar humana. Aqui ela faz a melhor amiga do herói Urso). Se bem que o grande esforço do filme fica em cima da presença inesperada do astro Hugh Grant, voltando num papel muito complexo e longo (e nem sempre acerta), que é o de um ator do palco que já foi famoso mas agora está falido e esquecido. Então faz o diabo para se fantasiar e disfarçar para conseguir acabar com Paddington.

Segundo seu autor Michael Bond, a ideia veio quando ele viu numa prateleira de uma loja um ursinho tão triste e solitário que resolveu comprá-lo. Isso foi na estação de trem Paddington (daí o nome) e ainda por cima numa véspera de Natal (ele teria sido também inspirado pelas crianças que durante a Segunda Guerra tiveram que deixar Londres para viverem no interior que era mais seguro diante dos ataques de bombas nazistas).

Embora já existissem filmes de animação com Paddington a ideia foi trabalhar com atores e numa farsa visual, quase um pastelão. Tecnicamente muito bem feito. Desta vez ele se separa da família (tem uma sequência aparentemente feita em estúdio passando pelas Cataratas do Iguaçu!). Ele está vivendo muito feliz com a família Brown, no Windsor Gardens, sempre com seu sanduiche favorito de marmelada, procurando o presente perfeito para os cem anos de da Tia Lucy! Vai num antiquário do seu Mr. Gruber, mas o livro é roubado e tudo vai se complicando quando os policiais resolvem prender nosso herói, a tal ponto que acabara sendo para a cadeia e onde será julgado e condenado. Quando tudo parece perdido, acaba sucedendo uma reviravolta quando ele conquista mais que o coração, o estômago do brutamontes que é o chefe da cozinha (Gleeson) e seus cupinchas (as cenas na cadeia com a comida são das mais divertidas, mas tem ainda um plano de fuga e mais confusões).

Já no filme anterior, todo o elenco famoso parecia muito à vontade, o que se repete melhor aqui. Mas acho que não é diversão só para as crianças, experimente. Você vai curtir também esta brincadeira.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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