RESENHA CRÍTICA: As Aventuras de Paddington (Paddington)
Um dos personagens mais famosos da Inglaterra, num filme que pode agradar crianças e adultos
As Aventuras de Paddington (Paddington)
Inglaterra, 14. Direção de Paul King baseado em livros de Michael Bond com roteiro de King e Hamish McColl. 95 min. Com as vozes de Bem Whishaw (o urso), Michael Gambon (o pai urso), Imelda Staunton (tia Lucy) e a participação de Nicole Kidman, Peter Capaldi, Sally Hawkins, Jim Broadbent, Hugh Bonneville, Julie Walters.
É bom avisar que não é parecido com Ted, 2012, que fala de outro ursinho falante (mas também malcriado, que se comporta mal, fala palavrões e não é adequado para crianças). Aqui se dá vida a um dos personagens mais famosos da Inglaterra (e se você conhece o país deve tê-lo visto em algum lugar ou forma, já que é extremamente famoso, vendeu mais de 30 milhões de cópias ). Segundo seu autor Michael Bond (1926- ainda vivo), a ideia veio quando ele viu numa prateleira de uma loja um ursinho tão triste e solitário que resolveu comprá-lo. Isso foi na estação de trem Paddington (daí o nome) e ainda por cima numa véspera de Natal (ele teria sido também inspirado pelas crianças que durante a Segunda Guerra tiveram que deixar Londres para viverem no interior que era mais seguro diante dos ataques de bombas nazistas).
Embora já existissem filmes de animação com Paddington a ideia aqui era fazer com atores e um tom mais leve de fantasia infantil, uma farsa visual, quase um pastelão. No caso o herói nasceu no Peru (onde não existem ursos, aqui os pais deles morrem em cataclisma, isso depois deles terem sido educados por um pesquisador inglês que lhes deu hábitos britânicos). Quando fica órfão resolve se mudar para Londres onde tem a sorte de ficar conhecendo uma família na estação de trens que resolve adotá-lo (não se dá explicação, a gente aceita tudo e pronto).
Paddington irá aprontar muito no chuveiro, na cozinha, andando de skate, implicando com o vizinho (Capaldi, o Dr. Who) e principalmente sendo perseguido por pombos e a grande vilã Millicent que adora taxidermia e faz tudo pra capturá-lo. Todo o elenco famoso parece mito a vontade, mas serão as crianças que irão mais se divertir com a farsa. Tomara que nesta época pré natalinas elas tenham tempo de descobrir este filme muito simpático e engraçado, bem adequado para elas. Ah, adultos também podem se divertir.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias