RESENHA CRÍTICA: O Que Te Faz Mais Forte (Stronger)

É curiosa a proposta do diretor e produtor David Gordon Green, um filme dramático e realista

08/02/2018 07:10 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Que Te Faz Mais Forte (Stronger)

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O Que Te Faz Mais Forte (Stronger)

EUA, 2017. 1h59. Direção de David Gordon Green. Roteiro de John Pollono e de Brett Witter, Jeff Bauman (autores do livro original). Com Jake Gyllenhaal, Tatiana Maslany, Miranda Richardson, Richard Lane Jr, Nate Richman, Clancy Brown, Kate Fitzgerald, Carlos Sanz.

Havia uma expectativa grande para este filme independente da Lionsgate para os fãs de Jake Gyllenhaal que há tempos esperam sua oportunidade para levar um Oscar. Infelizmente não foi selecionado para o Oscar, e nada importante também.

Embora se conte a mesma história recente do filme de Mark Wahlberg (O Dia do Atentado de maio do ano passado, contando o ataque terrorista durante corrida em Boston, sua cidade natal), o enfoque é outro, menos thriller e mais aventura. Mas ainda assim dramático e realista, se fixando antes de tudo na vida particular e familiar do protagonista. Justamente Jeff Bauman (Jake) que é um rapaz de vinte e tantos anos, sem emprego fixo, e que tem uma família pobre, afetado por parentes e principalmente uma mãe alcoólatra e vulgar, que só causa problemas (quem faz o papel da mãe é a atriz inglesa Miranda Richardson, que por justiça deveria levar todos os Oscars por sua interpretação ousada e esplendida!).

Curiosamente Jake fez todos os esforços para acertar no filme, emagrecendo muito seu corpo, usando uma lente escura para esconder os olhos azuis, e embora o filme tenha um lado épico ao final (num jogo esportivo), ele é muito dramático, sem ter medo de esconder as falhas de caráter do protagonista e sua turma. O lado positivo custa a chegar ao final depois de mostrar o sofrimento da namorada e mulher dele, que fica grávida, que tenta ajudá-lo desde o primeiro momento da explosão (e aí temos nova interpretação brilhante, canadense da estrela de TV Tatiana Maslany, da série Orphan Black, pela qual ganhou merecido Emmy, seus outros filmes foram muitos, 61 créditos, mas aqui tem um de seus melhores momentos).

É curioso, portanto a proposta do diretor e produtor David Gordon Green, que fez o fraco Especialista em Crise, com Sandra Bullock, o esquisito Joe com Nicolas Cage, o pouco visto Manglehorn com Al Pacino, e pelo menos dez outros trabalhos de gosto e resultado duvidosos. De qualquer forma, este é o que tem um efeito mais sério planos longos, fechados, que pretendem ser fortes e humanos (mas nem sempre resultam). O filme, porém não foi bem de bilheteria nos EUA onde não rendeu mais do que 4 milhões e 200 mil. Curiosamente anuncia-se a vinda de Jake para o Rio de Janeiro onde vai rodar um filme chamado Rio, com Benedict Cumberbatch, Michelle Williams, dirigidos por Steven Knight.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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