RESENHA CRÍTICA: Minha Vida em Marte
Enfim, não que haja nada de muito novo, mas é justamente isso que pretendem unir uma dupla inteligente e sofisticada, que são dão bem e não ter vergonha de fazer rir. Tomara que os espectadores já estejam novamente prontos para consumi-los.
Minha Vida em Marte
Brasil, 18. 1h45min. Direção de Susana Garcia. Com Monica Martelli, Paulo Gustavo, Marcos Palmeira, Marianna Santos, Ricardo Pereira, Gabriel Braga Nunes, Heitor Martinez.
Faz tempo que por causa da eleição, da crise da falta de dinheiro e um certo desespero que tomou conta do público brasileiro, justamente aquele que gosta e é fiel ao cinema nacional, os mesmos que esperam eu sair da sala para confirmar, em geral casais de meia idade afirmando: eu gosto de cinema brasileiro. Infelizmente alguns bons filmes perderam a chance de se consagrar, mas ainda houve tempo para o que chamamos de retomada, através de dois queridos humoristas que justamente ajudaram a criar um gênero especial e mesmo amplo, jovens e adultos, homens ou mulheres, adoram estes dois Paulo Gustavo, aqui junto com outra grande presença, Monica Martelli. Uma mistura muito especial e até sofisticada, de um casal em busca de verdadeiro amor. Ou coisa que o valha. Monica está casada com Tom (Marcos Palmeira), com quem tem uma filha de cinco anos, Joana (Marianna Santos). Estão naquela desagradável fase de crise e quem vem ajudar é o sócio dela, Anibal (Gustavo). Um detalhe: a direção continua a ser de Susana Garcia, que fez as séries A Vila, Os Homens são de Marte... Sendo que desta vez contando com a ajuda bem carioca de Anitta, Ricardo Pereira, Gabriel Braga Nunes, Heitor Martinez. Emanuel Aragão assina o roteiro com a ajuda da turma. Enfim, não que haja nada de muito novo, mas é justamente isso que pretendem unir uma dupla inteligente e sofisticada, que são dão bem e não ter vergonha de fazer rir. Tomara que os espectadores já estejam novamente prontos para consumi-los.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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