OSCAR 2017: Minha Vida de Abobrinha (My Life as a Zuchini/Ma vie de Courgette) - RESENHA CRÍTICA
Não é um filme para crianças (embora sobre elas), é lento demais, mas se estiver disposto pode ser emocional, com um par de cenas tocantes
Minha Vida de Abobrinha (My Life as a Zuchini/Ma vie de Courgette)
Suiça, 16. Direção de Claude Barras (baseado em novela de Gilles Parris). Com vozes de Gaspard Schlatter, Sixtine Murat, Paulin Jacoud.
Este é o primeiro longa de Barras, diretor suíço mais conhecido com produtor e diretor de curtas metragens. Ainda assim tem apenas uma hora de duração, o que é um problema para comercializá-lo. Além de não ser um filme para crianças (embora sobre elas), é lento demais, e será difícil encontrar alguém que exiba apenas e sozinho um filme tão curto ainda que esteja concorrendo à categoria de animação no Oscar (concorreu também ao Globo de Ouro, ao Annie, ganhou 2 prêmios em Annecy, indicado a 3 Césars, ganhou o European Film Awards, roteiro do Lumiére, prêmio em San Sebastian etc.).
Ou seja, não deve levar o Oscar mas é triste, poético, e sem dúvida atrevido em contar uma história diferente. Courgette é o herói, um menino triste, que tem uma pipa com uma figura paterna (de fantasia) e sua mãe é uma megera que bebe demais e que morre acidentalmente (por culpa dele). O garoto vai para um orfanato, onde primeiro faz inimigos e depois cria amizades, chega a despertar a boa vontade de um policial que pretende adotá-lo... Mas não é fácil ser órfão...
Não espere muita ação, mas se estiver disposto pode ser emocional, com um par de cenas tocantes.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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