RESENHA CRÍTICA - REVENDO: Como Treinar o Seu Dragão 3 (How to Train Your Dragon: The Hidden World)
É melhor que o segundo, ainda que não é tão criativo quanto o original
Como Treinar o Seu Dragão 3 (How to Train Your Dragon: The Hidden World)
EUA, 19. 1h44min. Direção de Dean DeBlois. Vozes de Gerard Butler, Cate Blanchett, Jonah Hill, Kit Harington, Kristen Wiig, Jay Baruchel, America Ferrera, F. Murray Abraham.
Embora esteja previsto para estrear nos EUA apenas em 22 de fevereiro, este terceiro capítulo da série é realmente longo e inicialmente um pouco lento e cansativo. Felizmente aos poucos vai tomando jeito para se tornar uma das séries mais bonitas e bem produzidas dos últimos tempos. A situação inicial é sobre a dificuldade de um orçamento de quase 130 milhões de dólares. Para começar há um excesso de dragões que vivem na mesma região superpovoada e em busca de outros espaços o que mais toca o espectador é uma legitima história de amor, entre o já conhecido jovem dragão e sua nova paixão. Ou seja, tenha certa paciência porque logo esse jovem romance vai ficando cada vez mais bem bolado (e desenhado), num tipo de romance que é muito difícil de se ver na tela e nesse tipo de aventura. Mais ou menos na metade, tudo vai tomando corpo (embora o amor seja a chave) e a produção acaba se tornando um jogo incrível de imagens esplendidas, por vezes belamente explosivas. O fato é que todo o filme se ajusta na parte final, claro que tem vilões e inimigos sempre com bastante humor e aventura, e principalmente a raridade do gênero o romance! (não tenho certeza que crianças pequenas irão vibrar tanto quanto eu!). Experimentem que é um bom espetáculo que não sei por que cargas d´água não ficou entre os finalistas do gênero no Oscar.
Conhecia pouco do diretor canadense Dean DeBlois, que foi codiretor para Disney em Lilo & Stitch (02) e que conseguiu uma indicação ao Oscar na parceria do filme de animação, Como Treinar seu Dragão (10) e também no anterior. Naturalmente fez outro trabalho em continuação em 2014, mas que já não tinha o mesmo brilho. Mesmo assim insiste em voltar a mesma origem e se tem dúvida, assista o trailer que já dá uma boa ideia: sim é melhor que o segundo, ainda que não é tão criativo quanto o original.
No filme anterior, o cara chamado Soluço e outro de Sem Dente, descobrem uma caverna de gelo, onde estão centenas de dragões selvagens, e o misterioso Cavaleiro de Dragão. Assim os dois antigos amigos se encontram no central de uma batalha pela paz. O filme custou quase 130 milhões de dólares, copiado também em 3D e com novo logotipo da Dreamworks sobrepujando a parceira Universal (os anteriores foram da Paramount e Universal). Ainda que anunciem que este será o último filme com a parceria dos personagens centrais. Com 104 minutos tem tempo recorde na série (e para muitos a melhor qualidade visual!). Para garotos e fãs dos personagens.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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