RESENHA CRÍTICA: O Inventor de Jogos (The Game Maker)
O Inventor de Jogos (The Game Maker)
O Inventor de Jogos (The Game Maker)
Argentina, 14. 111 min. Direção de Juan Pablo Buscarini. Baseado em livro de Pablo de Santis. Com Joseph Fiennes, Tom Cavanagh, Megan Charpentier, Valentina Lodovini, Roberto Verlaque, Edward Asner, Alejando Awada, o menino David Mazouz.
Esta é uma produção argentina com dinheiro de fora (Canadá, Venezuela, Itália), mas com contrato com a Disney para exibi-lo no Exterior. Não chega a trazer um elenco muito forte (a maior parte das pessoas já esqueceu de Joseph Fiennes, irmão de Ralph e que teve seu momento de glória como Shakespeare Apaixonado. E uma pontinha do muito envelhecido astro deTV Ed Asner). Isso não vai ajudar nada esta aventura juvenil que apesar de ter vontade de ser Harry Potter ou a Fábrica de Chocolates, é muito antiquada e europeia para atingir fácil os garotos brasileiros. Ao menos foi a minha sensação ao assistir este filme muito convencional feito por um produtor experiente (fez o delicioso Um Conto Chinês) e que dirigiu apenas 3 outros longas todos eles animações, que não conheço El Condor Cruz, La Leyenda, 2000, El Raton Perez, 06 - que levou o Goya espanhol - e El Arca, 07).
Já é uma referencia simpática. Na história o menino Ivan Drago (que é um ator juvenil americano que faz justamente o papel principal de Bruce Wayne, na série de TV atualmente na Warner, Gotham!) descobre e se apaixona por jogos de tabuleiro, que por sua vez o levam para outro mundo ainda mais delirante o da invenção de jogos. Assim conhece Morodian (Fiennes), que há muito tempo deseja destruir a cidade de Zyl, fundada pelo avô do menino. Para salvar a família Ivan tem que aprender a ser um verdadeiro inventor. Nem sempre há dinheiro para grandes gastos na produção e o momento mais forte é quando a escola afunda como numa grande poça d´água.
Falada em inglês, esta dividida em quatro partes: a vida em família do menino inventor, o que acontece depois quando vai para um rígido colégio depois do desaparecimento de seus pais, uma convivência com o avô e os problemas com Morodian. Duas estrelinhas lhe bastam, e olhem lá.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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