RESENHA CRÍTICA: A Noite do Jogo (Game Night)

Esperto e engraçado, o filme faz é uma diversão muito boa que funciona até mesmo nos letreiros finais

10/05/2018 16:35 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: A Noite do Jogo (Game Night)

tamanho da fonte | Diminuir Aumentar

A Noite do Jogo (Game Night)

EUA, 18. 1h40. Direção de John Francis Daley e Jonathan Goldstein. Roteiro de Mark Perez. Com Jason Bateman,Rachel McAdams, Michael C. Hall, Kyle Chandler, Sharon Horgan, Billy Magnussen, Lamorne Morris, Kylle Bunbury, Danny Huston.

Foi um inesperado sucesso esta comédia-policial (se preferirem descrevê-la assim) que tinha orçamento de 37 milhões de dólares e já rendeu mais de 68 milhões e no exterior, 114 milhões! Nada mal para o trabalho de uma dupla praticamente desconhecida, Daley é ator (fez na Broadway, The Who´s Tommy, as séries Bones, Freaks and Geeks) e trabalhou antes com o parceiro de direção em Férias Frustradas (Vacation, 15 com Ed Helms e Christina Applegate). Goldstein fez os mesmos filmes que ele mas é mais produtor e roteirista, tendo escritor Homem Aranha de volta ao Lar, Quero Matar meu Chefe, Tá Chovendo Hamburger etc. Um detalhe: Bateman estava planejando dirigir este filme mas os autores exigiram fazer uma revisão no script. Reparem como o filme faz referências a Tarantino (Pulp Fiction, Django e certos movimentos de câmera). Foi rodado como quase todos os filmes recentes em Atlanta.

A primeira coisa que impressiona é o ritmo e velocidade das sequências iniciais eletrizantes quando o casal central se conhece, ambos viciados em toda sorte de games e se apaixonam e se casam. Será que isso vai continuar assim? A primeira surpresa é descobrir que Rachel, que eu passei a valorizar de pouco tempo para cá, já tem 40 anos! Em plena forma. E a primeira crise é quando o marido tem dificuldade de gerar um filho! Quem entra em cena é um dos vilões favoritos do momento, Jesse Plemons de Fargo, Breaking Bad, Black Mirror (e faz o vizinho). Outra surpresa, o veterano de séries de TV Kyle Chandler, entra fazendo o irmão de Bateman, com inesperada postura de comédia. O ritmo narrativo não cessa quando aos 21 minutos se anuncia o “murder mistery”, um jogo de assassinato. Entra em cena, sem crédito nos letreiros o ator Jeffrey Wright que se apresenta como sendo do FBI mas logo a seguir o lugar, a casa de Chandler é invadida por dois mascarados que começam a bater nele! E eles vão demorar a descobrir que não é brincadeira, é para valer!

Acho que já é um resumo suficiente para perceber que este não é um thriller de comédia igual aos outros, mas uma boa surpresa (ao menos não me lembro de outro filme tratando da mesma temática e com tantas saídas divertidas, com tiros e socos, mas que não matam muita gente!). Esperto e engraçado, o filme faz é uma diversão muito boa que funciona até mesmo nos letreiros finais, com citações curiosas e uma música pop clássica (Dime Quando Quando Quando...) numa trilha musical oportuna. Divirta-se!

Linha
tamanho da fonte | Diminuir Aumentar
Linha

Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

Linha

relacionados

Todas as máterias

Efetue seu login

O DVDMagazine mantém você conectado aos seus amigos e atualizado sobre tudo o que acontece com eles. Compartilhe, comente e convide seus amigos!

E-mail
Senha
Esqueceu sua senha?

Não é cadastrado?

Bem vindo ao DVDMagazine. Ao se cadastrar você pode compartilhar suas preferências, comentar ou convidar seus amigos para te "assistir". Cadastre-se já!

Nome Completo
Sexo
Data de Nascimento
E-mail
Senha
Confirme sua Senha
Aceito os Termos de Cadastro