RESENHA CRÍTICA: Quero Matar meu Chefe 2 (Horrible Bosses 2)

Quero Matar meu Chefe 2 (Horrible Bosses 2)

28/11/2014 16:48 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Quero Matar meu Chefe 2 (Horrible Bosses 2)

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Quero Matar meu Chefe 2 (Horrible Bosses 2)

EUA, 14. Direção de Sean Anders. 108 min. Com Justin Bateman, Kevin Spacey, Jason Sudeikis, Charlie Day, Jennifer Aniston, Jamie Foxx, Chris Pine, Christoph Waltz. Jonathan Banks.

Foi preciso que eu fosse consultar o arquivo para me lembrar do que achei do primeiro filme. Tudo é tão descartável que tinha esquecido de que dentro do baixo nível do gênero, tinha até salvado a comédia.  E vejam como eu começava, alias hoje diria a mesma coisa: “Não é de estranhar que as comédias estejam cada vez mais ousadas e atrevidas quando se vê que as próprias séries de TV hoje mostram cenas de cama e falam francamente de órgãos sexuais. Parece um caminho natural que também está trilhando a comédia nacional e que se reflete nesta nova comédia, que vai mais longe ainda do que o Se Beber não Case Dois. Confesso que num primeiro momento me assustei um pouco, surpreso inclusive de ver uma estrela como Jennifer Aniston falando palavrões e piadinhas muito fortes. Sem medo de se comprometer e fazer chanchada”. Isso no primeiro, a mesma coisa no segundo, que só é um pouco prejudicada por um diretor inferior, um certo Sean Anders (que é mais roteirista, como diretor fez apenas Esse é Meu Garoto, um dos piores filmes de todos os tempos com Adam Sandler. Considerando isso, até que não errou tanto, possivelmente porque o elenco já esta afinado e todos já conhecem seus  personagens.

Ainda continuo gostando que os protagonistas sejam quase os novos Três Patetas: nenhum dos três heróis é  muito inteligente, muito pelo contrário, são trapalhões, desastrados e vivem se estapeando! Claro que são Patetas atualizados no que seria uma versão masculina e muito mais farsesca de Como Eliminar seu Chefe (que é citado aqui), que por sua vez é uma variante do velho Cavalo de Batalha do teatro e literatura, a historia dos que tentam matar o Tio Rico para ficar com a fortuna e sempre terminam em desastre.

Esta variante é em cima de três amigos que agora já começam desempregados, melhor dizendo, resolveram não ter chefe, ganhar dinheiro por conta própria. Criando seu próprio negócio, um novo tipo de chuveiro. Vendem sua invenção para um grande milionário (Waltz, duas vezes vencedor do Oscar) que tem um filho ainda mais desonesto e sem escrupuloso do que ele (feito pelo galã Chris Pine). São enganados por ele e agora tentam partir para a vingança, com a ajuda de malandros (vão visitar ate o antigo patrão agora na cadeia, dando chance a dois momentos para Kevin Spacey, sempre ótimo).

Bom, dali em diante o filme é uma sucessão de viradas e derrapadas, perseguições e erros, de brigas e confusões (a figura mais curiosa é a de Charlie Day, da série It´s Alway Sunny in Philadelphia  e Amor à Distancia que sempre fala demais e estraga tudo. E finalmente Kurt Jason Sudeikis (do Saturday Night Live e The Cleveland Show) é feito por um grande amigo de Jennifer Aniston (há poucas mulheres, ela faz um ninfomaníaca!).

Igual ao original, não espere sutilezas, mas a verdade é que as confusões vão se sucedendo e o filme vai ficando mais ou menos engraçado.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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