RESENHA CRÍTICA: Hot Tub Time Machine 2 - A Ressaca 2 (Hot Tub Time Machine 2)

O humor é escasso e cada vez mais raro com um mínimo de critica social e mesmo pornô chanchada

14/04/2015 16:23 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Hot Tub Time Machine 2 - A Ressaca 2 (Hot Tub Time Machine 2)

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Hot Tub Time Machine 2 - A Ressaca 2 (Hot Tub Time Machine 2)

EUA, 15. 93 min. Direção de Steve Pink. Com Rob Corddry, Clark Duke, Craig Robinson, ponta de John Cusack, Adam Scott, ponta de Chevy Chase, Colette Wolfe, Bianca Haase, ponta de Christian Slater.

Depois que fracassou nos cinemas americanos (não passou de 12 milhões de renda, enquanto o primeiro alcançou os 50. Quando se fala num orçamento de 14), esta pseudo comédia da Paramount foi descartada direta para o VOD e DVD aonde ele existir. Poupando assim despesas e vergonha. Porque é difícil achar uma comédia mais tola, mais sem graça, vulgar (insiste em piadas com drogas, em particular cocaína e até descartável nudez frontal masculina). Nem o elenco é do primeiro time, já que John Cusack, o astro original faz rápida aparição já no final (é curto felizmente e isso só na versão para vod, não estava na dos cinemas) assim o veterano Chevy Chase. E o trio central está longe de ser do primeiro time. No filme anterior eles foram hotel em recanto de neve onde mergulharam numa banheira que continha certa substancia que os fizeram viajar no tempo.  Agora eles aproveitaram para roubar ideias de sua época para se tornarem milionários, em particular o insuportável Lou (Corddry, que era do Daily Show e Community) e Craig (de É o Fim e Segurando as Pontas) que roubou músicas futuras e alheias para se tornar rico e famoso. Só continuou vítima o nerd Jacob (Clark Duke, a figura mais ou menos suportável do elenco).

O humor é escasso e cada vez mais raro com um mínimo de critica social e mesmo pornô chanchada. Evite tanto quanto o mosquito da Dengue.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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