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RESENHA CRÍTICA: Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)

Fico na dúvida se essa série de animação que foi tão bem na Universal não começa a dar sinais de estar cansando

30/06/2017 11:35 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)

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Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)

EUA, 2017. 96min. Direção: Pierre Coffin, Kyle Balda e Eric Guillon. Produção: Chris Melendandri, Janet Healy. Produtoras: Universal Pictures, Illumination Entertainment

Fico na dúvida se essa série de animação que foi tão bem na Universal não começa a dar sinais de estar cansando. Conto com a ajuda do meu amigo Eduardo Abbas (que foi parceiro durante anos na TV Globo) para analisar mais esta animação que tem personagens que sem dúvida fizeram uma das parcerias mais improváveis do cinema: um vilão, três meninas órfãs e seus ajudantes de língua incompreensível estão de volta em uma nova aventura que agora foge um pouco da ideia inicial da trilogia. Aproveitando a crise mundial, o desemprego ronda o personagem do anti-herói que vivia bolando planos fantásticos para executar roubos espetaculares. Ele agora é casado, trabalha junto com a esposa para a Liga Antivilões e abandonou a carreira criminosa, mas a Liga vive um momento de mudança e a briga é com um novo vilão que é produto dos anos 80, o ex-ator mirim e astro de TV Balthazar Bratt, que já começa o filme colocando os agentes em uma fria grudenta.

Esse novo personagem de roupas típicas da melhor década do século passado é cheio de referências, como as roupas que usam velcro e os chicletes que eram quase obrigatórios entre as pessoas “descoladas” da época. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Lucy, Margo, Edith, Agnes, Dr. Nefário (que faz só uma aparição) e os atrapalhados Minions. No meio dessa bagunça, Gru também vai encontrar o seu irmão gêmeo, Dru, separados no divórcio dos pais.

Assim como nos dois filmes anteriores existe um objeto do desejo: no primeiro era um raio “encolhedor” para roubar a Lua, no segundo uma fórmula secreta que o vilão queria para conquistar o mundo e neste agora é o maior diamante do mundo que vai servir para dois propósitos distintos. A aventura segue a mesma direção de roteiro do segundo filme, logo na abertura o objeto toma um rumo diferente e sai das mãos de seus donos, só que agora fica perambulando entre lugares.

O Meu Malvado Favorito 3 segue também com muitas referências no que diz respeito a música e comportamentos dos personagens, mas desta vez já se sente a falta de um humor mais infantil que marcava as duas primeiras produções, a impressão é que os personagens cresceram e perderam um pouco do pastelão que era marca registrada, agora as gags e piadas são para um entendimento mais adulto e menos infantil.

Um exemplo típico é um contraponto com o primeiro filme: Gru não estava preocupado em ser pai das meninas, já neste a Lucy se preocupa em ser uma boa mãe para Margo, Edith e Agnes, as duas primeiras são mais e a pequena uma eterna sonhadora. O mesmo acontece com os Minions, que voltam ao papel de coadjuvantes e ficam meio desnorteados com a aparição de vários outros elementos na trama, mesmo assim conservam o bom humor característico.

Um dos novos personagens é Dru, irmão desconhecido de Gru, um herdeiro milionário que tenta fazer o seu gêmeo voltar à carreira de crimes, ele é na verdade um quase segundo vilão que coloca minhocas na cabeça confusa do protagonista. O filme acaba como os outros, não dando pinta que vai ter continuação, mas todos sabem que, enquanto a árvore continuar dando frutos, ninguém vai cortar.

Tecnicamente a animação é interessante, se preocupa mais em fixar detalhes estéticos que técnicos (a mão esquerda de Gru com a aliança de casamento aparece em vários momentos), continuam os exageros como o carro de Gru que queima combustível provocando uma fumaça preta, mas o que chama a atenção é o colorido que explode na tela, ele é feito usando as cores básicas e isso chama muito mais a atenção das crianças (que parecem ainda gostar quando os Minions aparecem).

O grande destaque mesmo é a dublagem feita (e logo creditada na abertura da animação) pelos brasileiros Leandro Hassun (Gru e Dru), Maria Clara Gueiros (Lucy) e Evandro Mesquita (Balthazar Bratt) e um enorme elenco de apoio para as outras vozes além da manutenção do original dos Minions (feita por Pierre Coffin). A versão brasileira é um dos pontos mais altos do filme, garante o entendimento e passa realmente a mensagem. Na verdade, o padrão da dublagem atual de praticamente todos os filmes de animação atualmente no Brasil tem tido esse alto nível e merecem um elogio ao trabalho desses com frequência desconhecidos mas talentosos artistas da voz.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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