RESENHA CRÍTICA - GLOBO DE OURO 2019: A Esposa (The Wife)

Este A Esposa é uma história feminina que deve atingir um público experiente e maduro

10/01/2019 22:06 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA - GLOBO DE OURO 2019: A Esposa (The Wife)

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A Esposa (The Wife)

EUA, 2018. Direção Bjorn Runge. Com Glenn Close, Johnathan Pricy, Christian Slate.

Glenn nascida em março de 1947 é uma das atrizes mais premiadas dos Estados Unidos, seja no cinema, televisão, teatro e musical. Já foi indicada para o Oscar pelos filmes O Mundo Segundo Garp (1982), O Reencontro (1983), Um Homem Fora de Série (84), Atração Fatal (grande sucesso de bilheteria com Michael Douglas de 87), Ligações Perigosas (88), Albert Nobbs.

É um total de 56 créditos no cinema e televisão, mas Glenn tornou-se simplesmente famosa porque nunca ganhou um Oscar. Essa atitude é tão escandalosa que criou-se um movimento na academia do Oscar por causa de uma velha tradição. Quando uma atriz é indicada mais de seis vezes, ela ganha um Oscar pelo mérito de carreira. Só que os premiados do ano passado já aconteceram, e ela não foi lembrada. É verdade que neste momento a academia está meio fora de forma, mas Glenn está disposta a sair vencedora a qualquer custo.

Não diria que A Esposa é exatamente um filme espetacular e redutível vencedor do Oscar. Glenn mergulhou neste projeto relativamente modesto, com um elenco de amigos, mas que não chega a ter um resultado de grande impacto. Se tem alguma coisa de importante é sempre o fato de que Glenn (um nome masculino e feminino) domina o espetáculo. Não há a menor dúvida que é uma grande atriz, que é competente em qualquer coisa, inclusive em shows da Broadway.

Este A Esposa é uma história feminina que deve atingir um público experiente e maduro. Não sei dizer se ela realmente poderá ganhar o tão sonhado Oscar, num ano tão confuso e polêmico. Mas os verdadeiros fãs de cinema com certeza estão torcendo pela sua merecida vitória. Inclusive eu. 

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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