RESENHA CRÍTICA - GLOBO DE OURO 2019: The Old Man and the Gun
Nada tira o filme da mediocridade, nem mesmo o bem veterano Redford, em seu suposto último filme como ator
The Old Man and the Gun
EUA, 2018. 93 min. Direção de David Lowery (que fez Meu Amigo o Dragão, Peter Pan, normalmente montador). Com Redford, Sissy Spacek, Casey Affleck, Danny Glover, Keith Carradine, Elizabeth Moss, Tom Waits, John David Washington, Jennifer Joplin, Casey Affleck, Danny Glover.
O filme deu indicação ao Oscar de ator para Robert Redford no que pretende ser sua última aparição como ator (ele continua, porém, a fazer filmes com produtor). Apesar do bom elenco e a indicação de Redford para a despedida de sua carreira como ator, não parece que este filme seja o memorável. A ação se passa em 1981 e conta uma história real, que aconteceu com um veterano ladrão chamado Forrest Tucker (não confundir com o ator Tucker do mesmo nome, 1919-96, que teve 148 créditos e era bem-querido em Hollywood. Nada a ver com o nome homônimo provavelmente roubado dele). Este projeto porém não é muito feliz, comprometido por um diretor de péssima qualidade e um Redford pouco interessado na história de um sujeito que passa por fato real, quando sai da prisão de San Quentin como 70 anos e consegue escapar se envolvendo com uma já idosa viúva (Sissy Spacek) enquanto os diversos policiais tentam resolver o caso de roubo. Como ele tinha um variado passado de roubos, conseguiu enganar por bastante tempo tanto seus assaltos quando criar um grupo de fãs de suas façanhas. Nada, porém, tira o filme da mediocridade, nem mesmo o bem veterano Redford.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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