RESENHA CRÍTICA: O Sono da Morte (Before I Wake)
Apesar do título e do trailer, não chega a ser um verdadeiro filme de terror, com sustos e violência
O Sono da Morte (Before I Wake)
EUA, 16. 95 min. Direção de Mike Flanagan. Com Jacob Tremblay, Kate Bosworth, Thomas Jane, Annabeth Gish, Scottie Thompson.
Apesar do título e do trailer, não chega a ser um verdadeiro filme de terror, com sustos e violência. Seria mais justo chamá-lo como faz Flanagan de “drama sobrenatural”. Curiosamente só será lançado nos EUA agora no comecinho de setembro!
O diretor é veterano roteirista e montador no gênero (Hush, O Espelho, Absentia etc.) e realizador de dos já mencionados e dos ainda não prontos Ouija Origem do Mal e Gerald´s Game. E conseguiu até um elenco de gente conhecida como Kate Bosworth e Thomas Jane. Só que o mais conhecido deles é o menino que faz o papel central, o sempre surpreendente canadense Jacob Tremblay (de O Quarto de Jack, pelo qual teve muitas indicações e revelação do National Board of Review) agora com 10 anos e sempre muito natural, sem qualquer exagero. É sem dúvida a razão para ver o filme.
Kate faz Jessie casada com Mark, que resolve adotar um menino de 8 anos, Cody. Mas não sabem que ele tem um enorme medo de dormir. E das coisas que se manifestam quando ele está justamente dormindo, como a aparição de borboletas coloridas. E mais forte que isso, o surgimento do que seria o fantasma do falecido filho do casal. Pode ser apenas imaginação ou terrores noturnos.
Feito com certa discrição e delicadeza, o filme pode fracassar justamente por essa razão. Não é exatamente isso que procura o fã do gênero.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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