RESENHA CRÍTICA REVISTA: Era uma Vez Um Deadpool (Once Upon a Deadpool)

Não menosprezo o que é original e atrevido. E num caso desses quanto menos a gente ficar discutindo melhor. Se você espectador rir junto com o protagonista, então estará tudo certo...

26/12/2018 23:11 Por Rubens Ewlad Filho
RESENHA CRÍTICA REVISTA: Era uma Vez Um Deadpool (Once Upon a Deadpool)

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Era uma Vez Um Deadpool (Once Upon a Deadpool)

Versão revisitada. Ou uma nova versão do segundo filme da série que você já conhece, mas difícil de classificar. O criador Ryan Reynolds parece estar zombando da gente, melhor dizendo está mesmo! Mas contando com a nossa ajuda e participação no que vem a ser um remake em partes esquisitas e discutíveis de um filme que vem estrear e agora, pensem bem na ironia, justamente no momento em que o estúdio que o produziu a antiga e lendária 20th Century Fox, foi realmente transformada em outra coisa que ninguém tem ainda certeza do que seja ou que vem a ser. Pode ser o apocalipse e de certa maneira o filme seria já uma celebração dele.

Começando pela pretensão de que Deadpool 2 é um filme para toda a família com o risco de detonar uma das coisas que tem mais de saboroso. Wade (Ryan limpa todos os palavrões e sangue chegando a sequestrar o ator Fred Savage (querido dos que tem saudade da série antiga Anos Incríveis, ou seja, vira um conto de fadas a la Princesa Prometida nem tanto para a Família. Embora ele tenha outros problemas com CabLe (Brolin) e o X-Force. Não gosto muito de detalhar filmes que justamente estão querendo nos enganar e, portanto, divertir. Quando mais inesperado melhor. Já que piadas são coisas como palavrões pesados que são blipados conspirando com o esperado público que tem o dever de rir (quase de tudo de novo ou antigo). Quando a questão é também conseguir achar muito divertido um filme que pelo menos todo mundo admite é extremamente confuso.

E só adequado para quem teria mesmo a cara de pau do Ryan que é dos poucos que parte para a ousadia de tirar o sarro de tudo que lhe permitem, não vou fazer reflexão em cima de inúmeras citações e sarros, da utilização do mercenário tagarela (era para ser Disney por uma fortuna, enfim é uma baita confusão para quem tem acesso a esse tipo de humor). Enfim, não faltarão piadas e até mesmo reciclagem de momentos antigos, incluindo Stan Lee, Up Altas Aventuras, um momento discutível para o hoje já esquecido Instinto Selvagem.

Não tenho dúvida que é um risco e um atrevimento insistindo em fazer comédia a todo custo e gosto de uma coisa há tão pouco tempo já visto (e não vou louvar por sua originalidade, nos anos 40 havia filmes de Bob Hope e Bing Crosby também seguiam esse caminho). Pode ser que tenha gente que ache muito engraçado, outros já o tenham visto e revisto (nem que fosse a sua imaginação) e assim por diante. Porém, não menosprezo o que é original e atrevido. E num caso desses quanto menos a gente ficar discutindo melhor. Se você espectador rir junto com o protagonista, então estará tudo certo...

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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