Woody Allen, um Documentário (Woody Allen, a Documentary)
O filme é muito interessante e revela Allen em detalhes
Woody Allen, um Documentário (Woody Allen, a Documentary)
EUA, 12. Direção de Robert B. Wiene. Produção (entre outros) de Brett Ratner e Fisher Stevens. Feito originalmente para a TV americana, Canal 12, apresentado em duas partes no programa American Masters (11-12).
Já exibido na TV paga brasileira, este documentário é feito em duas partes, a primeira com 110 minutos se ocupa de sua carreira até Manhattan , a segunda de cerca de 70 min. vai até quando ele está rodando a comédia italiana (Para Roma, com Amor, que é vista só por algumas fotos), mas aborda sua relação pessoal e cinematográfica com Mia Farrow (de quem ele fala muito bem) e depois o escândalo do divórcio sem entrar muito em detalhes (a atual esposa mal aparece e não da entrevista, os filhos adotivos são vistos uma única vez).
Apesar disso, o filme é muito interessante e revela Allen em detalhes (muitas vezes, no seu próprio quarto onde trabalha com uma maquina de escrever a moda antiga, sem computador, as vezes atravessado na cama e mostra também os pedaços de papeis onde escreve as ideias para uso posterior). Não sei como será exibido nos cinemas mas é importante assistir as duas partes.
Há uma profusão de depoimentos de críticos (Leonard Maltin e Richard Schikel são os mais famosos) e atores como John Cusack, Naomi Watts, Antonio Banderas, Josh Brolin, muitas vezes e de forma encantadora Diane Keaton, Martin Balsam, Penelope Cruz, Javier Bardem, Scarlett Johansson, Owen Wilson, Dianne Wiest, Larry David, Louise Lasser (a segunda esposa, fala-se da primeira que eu mal sabia que existiu), Tony Roberts, Mariel Hemingway (eloquente), Seth Green (que fez a Era do Rádio quando criança), Sean Penn, Chris Rock, Martin Scorsese, Julie Kavner, Mira Sorvino (Poderosa Afrodite), o fotógrafo Gordon Willis, os roteiristas Douglas McGrath, Marshall Brickman, as assistentes e casting (Juliet Taylor), os antigos agentes e produtores e principalmente a irmã e hoje produtora dele (Letty Aronson e também a mãe de Woody).
Tem imagens dele começando carreira na televisão e muitas falas do apresentador Dick Cavett, mas mesmo assim dá vontade de saber mais, ver mais.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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