OSCAR 2017: A Décima Terceira Emenda (13th) - RESENHA CRÍTICA
Tecnicamente muito bem filmado, em ambientes de bom gosto e competente fotografia
A Décima Terceira Emenda (13th)
EUA, 2016. Direção de Ava Devernay. Documentário.
Já fez praticamente 100 documentários esta notável diretora negra que é também conhecida pelo drama Selma: Uma Luta pela Igualdade (Selma, 04), com David Oyelowo, Opra Wimphrey). Este foi comprado pela Netflix e é tecnicamente muito bem filmado, em ambientes de bom gosto e competente fotografia. Mas é pouco mais do que talking heads, pessoas bem arrumadas (quase todas negras) falando sobre o passado triste dos negros na America dos Estados Unidos, desde quando David Griffith fez o drama O Nascimento de uma Nação em que contava de forma deformada a vida dos negros de tal jeito, que foram pintados como criminosos perigosos. Enquanto os brancos se reuniam em Klans, que viram a ser as famosos KKK- Klu Klux Klan, responsáveis pelo racismo constante no resto do século.
O filme resume de uma maneira didática e direta toda a Saga da raça (o depoimento mais famoso talvez seja a da guerreira Angela Davis, durante muitos anos perseguida e presa). Mas o governo, principalmente de Nixon, tem um papel muito feio, unindo prisão e condenação racial, de uma forma cruel e que poucos ouviram falar antes. Importante resumo da História Negra dos EUA.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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