Na Netflix: Sandy Wexler (Idem)

Já sabemos que não é todo mundo que curte o humorista Adam Sandler...

29/05/2017 15:53 Por Rubens Ewald Filho
Na Netflix: Sandy Wexler (Idem)

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Sandy Wexler (Idem)

EUA, 17. 2h10. Netflix. Direção de Steven Brill. Com Adam Sandler, Jennifer Hudson, Kevin James, Terry Crews, Rob Schneider, Jane Seymour, Luiz Guzman, Quincy Jones, Arsenio Hall, Rob Reiner, Chris Elliott, Milo Ventimiglia, Jud Appatow, Dana Carvey, Downtown Julie Brown, Janeeanne Garofalo, Jimmy Kimmel, Jon Lovitz,Richard Lewis, Jay Leno, Conan O´Brien,Jason Priestley, Chris Rock, Paul Rodriguez, Pauly Shore, Vanilla Ice, Henry Winkler, George Wendt, David Spade, Paulino da Costa (brasileiro da Band).

Já sabemos que não é todo mundo que curte o humorista Adam Sandler, que regularmente fica na lista dos piores do ano em Hollywood (a ponto já de ser ridículo insistirem nele, quando há tanta gente ruim sobrando...). Mas os brasileiros sempre gostaram de suas comédias, habitualmente um pouco grossas misturadas com tramas românticas e certa baixaria. Eu na verdade sempre gostei de Sandler, que está sempre reunido com seu grupo de amigos e agora conseguiu um acordo dos deuses com a Netflix, fazendo ao menos um longa por ano e que segundo li, vai indo muito bem de público, embora seu filme anterior, a sátira ao faroeste The Ridicolous 6, uma brincadeira com Tarantino não funcionou. Ele já tem vários outros em andamento, entre eles The Week of e The Meyerowitz Stories (onde sempre deixa claro sua herança judaica).

Não custa lembrar que Adam teve seu momento de gloria no Festival de Cannes, quando o diretor Cult Paul Thomas Anderson apresentou -o como astro de sua comédia romântica Embriagado de Amor (Punch-Drunk-Love, 02)que era bem simpático e menos apelativo que costume (ele também faz sucesso quando se une com a parceira Drew Barrymore em comédias românticas). Este seu novo filme chamado Sandy Wexler, é a historia de um agente de bom coração que tenta conseguir trabalho para seus empregados e descobertas, vivendo numa mansão de Hollywood que lhe empresta parte do lugar (desde que não use a piscina e a casa principal). Enquanto isso, encontra um monte de gente famosa (obviamente amigos de Sandler) junto com outros coitados que ele tenta transformar em estrelas,como a talentosa Jennifer Hudson, que graças a ele vira cantora famosa mas nem por isso deixa de ter uma trajetória problemática.

Basicamente são os altos e baixos de Sandy e sua turma, sempre sendo uma figura meio patética, bem intencionado até demais, mas que não engrena. Quem gostar de ver uma visão de bastidores do show business de Los Angeles e principalmente Hollywood vai alternar entre melancólico e divertido. Enfim, humor é um gosto adquirido, é preciso se acostumar para achar maior graça.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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