OSCAR 2018 NA NETFLIX: Documentários

Documentários que concorrem ao Oscar deste ano e estão na Netflix

04/01/2018 15:39 Por Rubens Ewald Filho
OSCAR 2018 NA NETFLIX: Documentários

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Confesso que tenho uma falha, talvez por falta de tempo ou simplesmente por antecipar mais os filmes de ficção. Embora seja admirador até fanático de documentários (e nossa firma, de Germano Pereira e eu provamos isso com dois filmes do gênero já exibidos em sessão em São Paulo e outros lugares) muitas vezes não tiro o tempo para assistir a todos.

Mas vamos a usar a proximidade do prêmio Oscar com o fato de que a Netflix tem aqui no Brasil em exibição neste momento de quatro desses docs. Em cartaz em versão de qualidade. O interessante é que desses quatros, três deles são considerados favoritos para serem os finalistas da atual premiação (que será comecinho de março, nesta sexta feira estão começando a votações dos sócios da Academia!). Vamos comentar um pouco deles, já adiantando que todos são de primeira linha. Cotação :três a quatro!.

Strong Island – 2017. 1h47min. Está na lista dos finalistas, assinado por Yance Ford. Uma história real muito bem realizada (fotografia esplendida, direção discreta e eficiente conseguindo tornar a história ainda mais discreta e marcante). Uma família de negros de classe média, pai, mãe e a filha em particular tentam conseguir justiça quando o irmão (filho) mais novo é assassinado sem qualquer justificativa e ainda por cima, não aceitam em levar o caso até julgamento. Racismo e medo. Velha história que insiste em não morrer. Passou em Berlim, mas só ganhou prêmio em Cinema Eye.

Chasing Coral - 2017. 1h33min. Direção de Jeff Orlowski. Este aqui não chega a estar nos cinco mais elogiados, mas faz parte da lista dentre os importantes. Documentário americano que tem canção de Kristen Bell (Tell Me How Long). Basicamente é uma ideia do estado lamentável em que estão todos os corais sendo destruídos e de várias formas arrasados, principalmente na costa da Austrália, que era famosa justamente por esses tesouros. Por mais que a gente já tenha ouvido falar do tema e se assuste com o terrível destino da nossa humanidade, o filme ainda perturba e incomoda (e naturalmente é assustadoramente fotogênico). Três prêmios no Festival de Boulder, escolhido pelo público em Sundance, apresentado em vários outros lugares, mas sem premiação.

Icarus - 2017. Direção de Bryan Fogel. Este filme ganhou o Prêmio Especial do Júri chamado Orwell no festival de Sundance. A compra dele pela Netflix foi considerada histórica. Bryan é famoso também pela criação da famosa peça Jewtopia. Já visto por mais de um milhão de pessoas em Los Angeles e off Broadway. E que ele dirigiu para cinema em 2013. Ele começa aqui testemunhando a corrida de bicicleta mais famosa do mundo na França, para depois mergulhar no uso de drogas e revelar o papel do campeão corrupto Lance Armstrong. Através de vários depoimentos cínicos vai-se reconstruindo como os laboratórios e organizações esportivas escondem o doping de uma maneira escandalosa. Culminando com a Rússia, sua festa olímpica, e a próxima Copa do Mundo! E de que adianta de tentar contar a verdade?

One of Us - 2017. 1h35min. É muito raro se ver documentários como este realizado por duas mulheres, Heidi Ewig (que fez o famoso Jesus Camp que foi indicado ao Oscar e junto com Rachel sua parceira de longa data e outros como Detropia, Boys of Baraka e Norman Lear). São cerca de 20 créditos mas o mais polêmico para elas acredito que seja este onde elas mexem num tabu que atinge muitos judeus, em geral jovens, que não podem mexer com as leis sagradas dentro da comunidade hassídica. Fixa-se em três pessoas em particular que tem medo de fazer qualquer coisa com medo da vingança do grupo de judeus ultra-ortodoxos .Há um deles que se tornou ator e se liberou da família, pagando alto preço. E da própria Etty, procura divórcio do marido violento, mas que sofreu a intervenção da polícia. Etty já ganhou este ano um prêmio do Critic´s Choice justamente por este filme.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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