Lenin - Do Início à Revolução

Lenin foi um revolucionário russo e um das principais figuras da Revolução Russa de 1917. Sua ideologia, enquanto líder do Partido Comunista, influenciou pessoas em todo o mundo.

10/05/2017 16:51 Por Marcus Pacheco
Lenin - Do Início à Revolução

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Nascido na Rússia, em 22 de abril de 1879, Vladimir Ilyitch Ulianov, o jovem se tornou conhecido como Lenin. Desde adolescente teve contato com ideologias políticas, especialmente por causa da influência de seu irmão Alexandre Uilánov. Este, aos 21 anos fazia parte de um grupo de estudantes niilistas em São Petersburgo. O irmão de Lenin integrou um grupo de extrema esquerda chamado Pervomartovtsi, o qual foi responsável pela tentativa de assassinato do czar Alexandre III. Uilánov foi preso juntamente com o restante do grupo, sendo condenado à morte em 1887, quando Lenin tinha apenas 17 anos. O ocorrido deixou Lenin muito impressionado e convencido de que o anarquismo não oferecia a melhor alternativa para se derrubar o czarismo na Rússia.

Lenin começou a alterar seu destino no mesmo ano da morte do irmão. Em 1887 mudou-se para Kazan, onde foi cursar a faculdade de Direito. No decorrer dos estudos que o jovem Lênin teve contato com as ideologias que realmente marcariam suas ações futuras. E, principalmente, tornou-se um marxista. Após se formar, Lenin dedicou-se ao estudo dos problemas econômicos da Rússia, tendo como base orientadora os escritos de Marx e Engels. Lenin consolidou sua ideologia, acreditando e seguindo o marxismo, e passou a combater os populistas. Seu retorno definitivo e triunfal para Rússia ainda demoraria muito tempo para acontecer. Após formado, passou um tempo na Suíça, em 1895, onde fez contato com exilados russos, dentre os quais estava Plekanov. Quando voltou para Rússia, com a intenção de dar vida ao Partido Social Democrata Russo, acabou sendo preso e exilado na Sibéria, local onde permaneceu por três longos anos.

Em 1905 eclodiu uma revolução na Rússia, sem liderança definida ou objetivos bem claros, mas que serviu para abalar a sustentação do czarismo no país e fragmentar o prestígio do então czar Nicolau II. Nesta ocasião, o partido de Lenin entrou em desacordo sobre as posturas que deveriam ser tomadas no movimento revolucionário e acabou se sucedendo um racha. A corrente interna que contava com a participação de Lenin ficou caracterizada por acreditar que as mudanças na Rússia deveriam acontecer através da ação revolucionária, dando origem ao Partido Bolchevique, de cunho mais radical. Já a oposição acreditava que o processo deveria ser mais moderado e contando com a atuação da burguesia, o que deu origem ao Partido Menchevique. Após este período, Lenin teve que fugir novamente da Rússia, já que o czar Nicolau II se aproveitou da fragmentação dos reformadores para reafirmar seu poder na Rússia. A partir de 1909 Lenin fica fora da Rússia por mais cinco anos, vivendo na Europa Ocidental.

Em 1917, a inconformidade com o czarismo se acentuou na Rússia e o processo revolucionário tomou rumos mais organizados para efetivação. Em fevereiro do mesmo ano, o Partido Menchevique começou a implementar medidas que causariam a mudança da tradicional estrutura do país. Entretanto, o grupo mais radical não estava satisfeito com alterações, queria mais radicalização e impactantes mudanças na Rússia. Essa era a postura do Partido Bolchevique, liderado por Lenin. Em outubro de 1917, os bolcheviques assumiram o controle da revolução e o poder russo. Lenin foi eleito presidente do Conselho dos Comissários do Povo, combateu com voracidade os adversários do povo. Em meio ao processo revolucionário, o czar Nicolau II foi punido com a morte.

Lenin participou da fundação da União Soviética e criou uma corrente teórica chamada leninismo que influenciou partidos comunistas em todos os lugares.

 

Lenin - Do Atentado à Morte

No dia 30 de agosto de 1918, Vladimir Lenin foi gravemente ferido por duas balas, mas sobreviveu. 

Desde 7 de novembro de 1917, a Rússia era um país  onde reinava o caos da guerra civil. Após o bem-sucedido golpe de Estado, Lenin estava construindo um sistema ditatorial de governo, sob a liderança dos quadros do partido bolchevista. A oposição era reprimida de maneira radical.  Em 9 de fevereiro de 1918, foi assinado um tratado de paz entre a Ucrânia e a Alemanha. Aumentou a pressão sobre os bolchevistas, fazendo com que Lev Trotski, como chefe da delegação russa, anunciasse oficialmente a retirada do país da guerra, e interrompesse as negociações de paz, sem fechar um acordo.

O Alto Comando do Exército alemão ordenou o prosseguimento da marcha militar em direção ao Leste. O novo governo russo, ainda instável, teve que capitular e aceitar as exigências alemãs. O tratado de paz de 3 de março, entre a Rússia e o Império Alemão, foi assinado por Lenin contra uma enorme resistência dentro do partido. Os comunistas necessitavam de paz externa, a fim de poder impor internamente a sua sangrenta revolução. 

No dia 17 de julho, então, a família do czar foi eliminada, com a execução, em Lecaterinburgo, de todos os membros da casa real. Seis semanas mais tarde veio o grande choque para a revolução: Lenin tinha acabado de entrar no seu carro, após uma assembleia com os operários de uma fábrica de armamentos. Antes que o motorista pudesse dar a partida, foram disparados três tiros. Dois deles acertaram o alvo: uma bala atingiu a omoplata esquerda, a segunda alojou-se diretamente no ombro esquerdo do líder. Lenin desmaiou e a polícia revolucionária prendeu imediatamente a suposta autora do atentado: Fanya Kaplan. A anarquista ucraniana, de 30 anos de idade, havia sido condenada à pena perpétua de trabalhos forçados, em 1906, pelo atentado fracassado contra o governador da província. Ela fora anistiada após a Revolução de 1917. E acusada, pouco depois, dos disparos contra Lenin.

Ela assumiu para a polícia o atentando, dizendo que agiu por conta própria e de acordo com convicções políticas. Foi uma declaração que despertou dúvidas pois ela parecia ser apenas uma vítima voluntária. Por exemplo: não houve nenhuma testemunha que a tivesse visto realmente fazer os disparos; no ano de 1906, ela havia perdido inteiramente a visão, recuperando-a parcialmente seis anos depois. Mas era extremamente míope e por isto, pouco qualificada como assassina. Houve também divergência entre o número de cápsulas encontradas e os disparos ouvidos. 

Porém ela foi executada em 4 de setembro, e seus restos mortais foram destruídos sem deixar vestígios. Durante os anos que seguiram na era Stalin, bastava alguém ter o sobrenome Kaplan para que vivesse sob constante ameaça de morte. 

Curiosamente, indícios apontaram posteriormente para um homem chamado Protopopov, mas...Kaplan pagou o pato mesmo assim.

E Lenin? No mesmo ano da criação da União Soviética, 1922, Lenin contraiu uma doença que o levaria à morte em 21 de janeiro de 1924. Seu corpo foi embalsamado e permanece até hoje exposto em seu mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou.

 

Lenin nNa UMES Filmes

O que nos leva a Mikhail Romm e seus Lenin, em Outubro (1937) e em 1918 (de 1939), ambos com o mesmo ator no papel título, Boris Shchukin. Os filmes representam exatamente os dois momentos citados acima, os quais você tem a possibilidade de comparar os fatos ocorridos com a ficção.

Mikhail Romm, diretor soviético de apenas 13 filmes, faz aqui seus melhores  e mais famosos trabalhos. Também realizou 4 documentários, sendo um deles curta metragem.

Lenin em outubro conta a série de acontecimentos que culminaram com a saída da Rússia da Segunda Guerra Mundial. Lenin retorna a Moscou para participar da reunião do comitê central sobre a questão crucial da insurreição, terá de enfrentar perguntas de seus colegas e tentativas de homicídios.

Lenin em 1918 retrata a tensão que havia naquele momento, culminando com o atentando, mal sucedido, a Lenin. Mostra as possíveis articulações que levaram ao crime e o pós, com a recuperação sendo acompanhada por noticiários nas rádios, diariamente. Um documento interessante sobre fatos que ainda suscitam dúvidas. Imperdível.

Os filmes foram lançados pela Umes filmes 

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Sobre o Colunista:

Marcus Pacheco

Marcus Pacheco

Marcus V. Pacheco é jornalista, formado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cinéfilo, Editor de site, Colecionador e Escritor. Marcus já realizou vários curtas metragens e um longa chamado "O último homem da terra (2001)", baseado no conto de Richard Matheson. Escreveu também 30 e-books sendo 29 sobre cinema e um de ficção que está em fase inicial para publicação. Criador e editor do site "Tudo sobre seu filme (http://www.tudosobreseufilme.com.br/)" onde publica críticas, listas, aulas de cinema e curiosidades do mundo da 7ª arte há 4 anos, além de realizar entrevistas com atores, diretores, críticos e colecionadores do mundo todo.

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