OSCAR 2018: Band-Aid (idem)

Se eu fosse importador de filmes para o Brasil, não o trairia para cá

18/09/2017 12:05 Por Rubens Ewald Filho
OSCAR 2018: Band-Aid (idem)

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Band-Aid

EUA, 17. 91 min. Direção e roteiro Zoe Lister Jones. Com Zoe, Adam Pally, Fred Armisen, Brooklyn Decker, Ravi Patel, Colin Hanks.

Exibido em Sundance, este é um modesto filme musical, com um elenco pequeno e uma história muito simples. Não é todo mundo que vai se encantar com a história concebida por uma certa jovem atriz de 42 créditos, mas que teve que gerar para si própria um veiculo mais original e pessoal. Ela faz Anna, uma jovem que é parceira na música e na vida de um outro compositor, com quem vive na expectativa nunca bem resolvida, o jovem Ben que ainda consegue ser mais complicado do que ela. Falam em ter uma criança e freqüentam amigas que são mães, tentam fazer sucesso em shows, acrescentam ao grupo um homem mais velho e complicado que vive com duas mulheres taradas por sexo. Mas basicamente eles tentam se encontrar, se entender, consultam diversos orientadores, alternam momentos de felicidade com outros de pura baixaria.

O filme não explica muito bem se de fato eles se amam, ou são confusos, ou se tem talento. Só tenta deixar o espectador se envolver com eles e quem sabe torcer para dar certo. Na verdade, a dupla de atores não é casada, mas Zoe fez uma série de TV de sucesso junto com Colin Hanks, que faz uma aparição também neste filme (Friends with Better Lives). Enfim, é um gosto adquirido, que românticos podem ou não adquirir. Mas se eu fosse importador de filmes para o Brasil, não o trairia para cá.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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