NA NETFLIX: Distúrbio (Unsane)

Não vá pensando que se trata de um filme fácil, de suspense previsível e agradável em deglutir

03/07/2018 23:51 Por Rubens Ewald Filho
NA NETFLIX: Distúrbio (Unsane)

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Distúrbio (Unsane)

EUA, 2018. 1h38 min. Direção de Steven Soderbergh. Com Claire Foy, Matt Damon, Joshua Leonard, Amy Irving, Jay Pharaoh, June Temple, Sarah Stiles. Roteiro de James Greer e Jonathan Bernstein.

O diretor Soderbergh que não faz muito tempo resolveu se aposentar, achando que já tinha tudo o possível na sua carreira, mudou de ideia e comparece aqui com um filme tão experimental que não se deu sequer ao luxo de exibi-lo numa sala de cinema. O filme chamado Distúrbio chega nas diversas plataformas digitais em 19 de julho e é motivo para ele fazer uma nova experiência, que vem a ser uma história descrita como thriller de suspense entre ilusão e a realidade, só que filmada inteiramente com uma câmera caseira simplista mas que parece eficiente, a chamada iPhone 7 Plus, que é valorizada ao trazer como protagonista Claire Foy, uma recém descoberta da Netflix que foi na série The Crown (nas suas duas partes iniciais com a ainda jovem Rainha Elizabeth que lhe valeram vários prêmios).

Não vá pensando, porém, que se trata de um filme fácil, de suspense previsível e agradável em deglutir. Sem dúvida é um trabalho competente da bela Claire, quase sem maquiagem alguma que interpreta uma mulher atormentada pelo que pode ser uma forma de delírio, ou loucura (acredite que o filme não é uma diversão simplória, a própria divulgação afirma que é “uma experiência emocionante, claustrofóbica e instigante”. Ou seja, barra pesada, não é uma diversão agradável e passageira).

Distúrbio “conta a história de Sawyer Valentini (Claire Foy), que seria perseguida por um stalker virtual e que deixa sua cidade natal para escapar desse misterioso passado em busca de um novo emprego. Não cessando o problema, se afasta do trabalho e é voluntariamente internada em uma instituição mental e, com isso, confrontada por seu maior medo: é real ou apenas sua ilusão?”. Toda essa sequência longa no hospital não é de fácil assimilação, apesar do primeiro plano do filme ter dado a impressão de ser poético, não caia nessa. No elenco, temos participação pequena de Amy Irving, ex-Spielberg fazendo a mãe da heroína doente, Matt Damon tem uma rara aparição de amigo e outra que reconheci com dificuldade, a interessante Juno Temple (Batman, o Cavalheiro das Trevas Ressurge).

Se há uma moral da história é fazer tudo para você não vir a ser internado num hospital psiquiátrico ainda mais por sua própria vontade. As cenas onde fica encurralada são perturbadoras. A parte técnica funciona o problema sendo que será imitada com exagero de agora em diante.

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