Para Sempre Alice (Still Alice)

Um delicado momento da grande atriz Julianne Moore

09/02/2015 14:25 Por Rubens Ewald Filho
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Para Sempre Alice (Still Alice)

EUA, 2014. 99 min. Direção: Richard Glatzer, Wash Westmoreland. Com Julianne Moore, Kristen Stewart, Kate Bosworth,  Alec Baldwin, Hunter Parrish.

Parece que este é finalmente o ano de Julianne Moore! Depois de muitos anos sempre na fila de espera, com uma longa e bem sucedida carreira (76 créditos), admirada pelo público, pelos colegas (esteve filmando em São Paulo com Fernando Meirelles, cheguei a almoçar com ela, já a conhecia de Sundance e sempre me pareceu um figura encantadora, simples e natural. E por sinal muito mais bonita pessoalmente!). Aos 54 anos, nunca esteve tão fotogênica, tão bonita e no auge da carreira.

Sua carreira é impressionante: indicada 5 vezes para  o Oscar®, este ano por Para Sempre Alice, em 2003 por Longe do Paraíso (Far From Heaven) e As Horas (The Hours, 2000), Fim de Caso (The End of the Affair, 1999), Boogie Nights, Prazer sem Limites (Boogie Nights, 1997). Este ano já ganhou o Globo de Ouro por Alice, mas ganhou em 2013 o de TV por Virada no Jogo (Game Change). Foi indicada antes em Mapa para as Estrelas (Maps to the Stars, este ano), Minha Mães e Meu Pai (The Kids are All Right, 11), Direito de Amar (A Single Man, 10), Longe do Paraiso, O Marido Ideal (An Ideal Husband, 2000), Boogie Nights e em 84 por melhor elenco no filme Short Cuts. E mais: Emmy por Virada no Jogo, 4 indicações ao Bafta, atriz  Festival de Berlim por As Horas, atriz em Cannes por Mapa para as Estrelas, prêmio Gotham por Alice, Independent Spirits por Longe do Paraíso, mais 3 indicações incluindo Alice e Festival Sesc Brasil melhor atriz em Longe do Paraíso. E muitos SAGS: ganhou por Alice e Virada no Jogo, indicada por Boogie Nights e Magnolia (ambos por coadjuvante e elenco), Fim de Caso, As Horas, Minhas Mães e Meu Pai e Virada no Jogo.

Também e interessante notar que Julianne está em outros filmes que ainda vão estrear, como Jogos Vorazes - A Esperança, onde sua personagem dará uma interessante volta, o filme de ação O Sétimo Filho, que é do russo Sergei Brodov, na comédia Freeheld e vai começar Maggie´s Plan.

Como se sabe Para Sempre Alice, é sobre Alzenheimer, um tema difícil para o público (aliás para qualquer um) e que já teve outros sobre o tema. Acho que o melhor ainda é com Julie Christie, que foi até indicada ao Oscar® por Longe Dela (08), assim como o roteiro de Sarah Polley. O mais tocante deste filme é que ele é baseado num fato real, como tantos deste Oscar®, já que os diretores que são gays e casados, queriam contar sua vida na tela, ainda que adotando um personagem feminino. Eles são Wash Westmorland e Richard Glatser (este último que está com a doença, que esta ficando pior rapidamente). E fizeram tremendo esforço para conseguir realizar o filme (eles fizeram antes o gay Fluffer, o premiado Quinceanera, premiado em 06 em Cannes, seguido por The Last of Robin Hood, com Kevin Kline e Susan Sarandon dentre muitos documentários).

Tudo isso torna então mais urgente e tocante este filme muito discreto, que não apela para emoções, e que é controlado pela figura exemplar e sempre arrebatadora de Julianne. Ela é uma bem sucedida professora universitária, linguística, que começa a esquecer palavras. Quando recebe o diagnóstico, tem que preparar a família para a devastadora notícia. Alce Baldwin faz discretamente o marido, mas a surpresa é ver Kristen Stewart, no melhor momento no cinema até hoje, bastante sensível como a filha mais velha. Kate Bosworth faz a outra filha. Portanto, um delicado momento da grande atriz.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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