RESENHA CRÍTICA: Um Espião e Meio (Central Intelligence)

Talvez não seja o filme mais engraçado de Hart, mas é uma chance de conhecer melhor o humorista mais querido e de maior bilheteria no atual cinema americano

11/08/2016 00:49 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Um Espião e Meio (Central Intelligence)

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Um Espião e Meio (Central Intelligence)

EUA, 16. 107 min. Direção de Rawson Marshall Thurber. Com Kevin Hart, Dwayne Johnson, Jason Bateman, Daniele Nicollet, Amy Ryan, Aaron Paul, Thomas Kretschman.

É difícil de acreditar, mas o humorista mais querido e de maior bilheteria no atual cinema americano é um tal de Kevin Hart, que talvez vocês nem se lembram quem é (o rapaz que é baixinho já esteve em mais de 90 e tantos projetos, inclusive foi o apresentador daquele com Justin Bieber, onde falavam mal dele!). Mas é tanto que acharam melhor finalmente exibir os sucessos dele não apenas na TV, mas também tentar nas salas, que rejeitam Blacks desde quando se aposentou Eddie Murphy.

Esta é uma coprodução em o New Line (da Warner) e a Universal num filme de sucesso por lá (124 milhões locais e mais 74 no exterior) onde Kevin faz dupla com outro tão ou até mais popular do que ele, que é o caso de Dwayne Johnson, que já foi noutros tempos lutador de luta livre e chamado de The Rock. O diretor daqui não é muito conhecido entre nós também, se chama Rawson Thurber e fez Com a Bola Toda, Família do Bagulho, Padrimhos Ltda, O Durão. Hart faz filmes desde 2001, entre eles, Ajuste de cContas, É o Fim, Policial em Apuros I e II, Sobre Ontem a Noite, Pense Neles Também , No Auge da Fama. Por acaso eu assisti praticamente todos e sou testemunha de sua popularidade e ao menos enquanto não se estragar de sua capacidade de provocar riso.

O começo do filme é meio grosso. Dwayne faz Robbie um oriental muito grosseiro que cai num golpe dos colegas mal encarados que o levam pelado para o meio da quadra de esportes, onde justamente Calvin (Hart) está sendo votado o esportista favorito da escola e o que tem mais chance de dar certo. Vinte anos depois ele é um contador que tenta entrar em contato com os colegas e descobre que o outro agora trabalha na CIA. Juntos acabam se envolvendo em confusões, perseguições e aventuras. Mesmo assim só depois de 30 e tantos minutos de conversa. Sempre fazendo um paralelo entre o baixinho desastrado e o gigante bom sujeito e herói, apesar de estar sendo procurado pelo governo.

Curiosamente os dois formam dupla atualmente noutro filme que seria remake de Jumanji (ainda com Jack Black). Talvez não seja o filme mais engraçado de Hart, mas é uma chance de conhecê-lo melhor. Ao final tem cenas que saíram erradas e que funcionam mais do que as oficiais!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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