RESENHA CRÍTICA: O Assassino: O Primeiro Alvo (American Assassin)

Este action movie pretende ser uma nova franquia do gênero. É competente dentro da proposta

21/09/2017 10:04 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Assassino: O Primeiro Alvo (American Assassin)

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O Assassino: O Primeiro Alvo (American Assassin)

EUA, 2017. 1h51.Direção de Michael Cuesta. Roteiro de Michael Finch, Stephen Finch, Edward Zwick e Marshall Herkovitz baseado em Livro de Finch. Com Dylan O´Brien, Charlotte Vega, Michael Keaton, Shahid Amed, Sanaah Lathan, David Suchet, Scott Atkins e Taylor Kitch.

Foi relativo o sucesso na sua estreia americana (pouco mais que 26 milhões de dólares) este modesto mas profissional filme de ação que os jovens fãs de cinema acharam interessante porque é o filme que traz de volta o jovem astro Dylan O´Brien (1991) que sofreu um acidente grave durante a filmagem de Maze Runner - A Cura Mortal (prometido para 2018) que de tão grave fez com que a produção fosse adiada e até a pouco não havia certeza de que seria retomada. De qualquer forma, houve ainda o boato de que ele iria ser o Homem Aranha, mas foi um engano e o chamado foi Tom Holland. Dylan também esteve na série Lobo Adolescente (Teen Wolf, 17), no longa Horizonte Profundo - Desastre no Golfo (16). Dylan tem fãs fiéis e este é o primeiro dos trabalhos que promete consolidá-lo como mais velho e violento. Além de ser um primeiro livro de uma série (na verdade, pela ordem seria o décimo primeiro) que irão desenvolver o protagonista Mitch Rapp. Embora mudando de ordem, a CBS Films comprou os direitos de Consent to Kill, que seria o oitavo da série. Esta aqui seria apenas a primeira de 15 livros com esse Vince Flynn, que é um agente antiterrorista. Toda a série foi best-seller no New York Times vendendo mais de 20 milhões de cópias. Atores mais velhos como Gerard Butler, Colin Farrell, Matthew Fox foram considerados antes para o personagem e Bruce Willis seria o mentor dele, papel que ficou para o novamente popular Michael Keaton. Nos livros a namorada de Mitch foi assassinada no vôo da PanAm que foi atacado por terroristas na Escócia. Aqui tudo sucede numa praia espanhola num atentado que acaba sendo o momento mais forte do filme junto bem mais tarde de uma grande explosão no oceano. O filme teve que começar a ser produzido ainda no ano passado para que os direitos autorais não retornassem aos herdeiros do escritor Flynn.

O diretor Cuesta é especializado em filmes modestos de ação, como O Mensageiro (14) e Sem Saída (01), e outros menos conhecidos (12 Anos de Pouca Ilusão, 05 e Instinto de Vingança, 09). Foi rodado em Londres, Roma e Budapest.

O fato mais claro é que este “action movie” pretende ser uma nova franquia do gênero e os especialistas acham que é uma boa ideia adaptá-lo, porque seria uma mistura de outros heróis Jack Reacher e Lone Survivor. Quando o filme começa, ele é um ingênuo propondo para a namorada espanhola numa praia. Mas são atacados por terroristas mulçumanos. 18 meses depois ele já virou um tipo musculoso e barbudo, que só pensa em se vingar e se infiltrar na cela de Al Mansur e vingar a moça. Seu instrutor ex-Navy Seal é Stan (Keaton), veterano de guerra no Golfo mas temos ainda uma participação de um ator que faz sempre o rebelde Taylor Kitsch (agora na Polônia negociando plutônio!).

Não gosto muito de resumir historias, já dá para ter uma ideia boa de que tipo de ação e passatempo é o filme. Os críticos perceberam que Dylan mantém ainda em tom alvo sua voz juvenil que ainda precisa amadurecer. Mas sem dúvida, é o ex Batman Keaton que segura tudo com firmeza e sem exagero.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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