RESENHA CRÍTICA: Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)

Curiosamente a minha netinha já avisou que não quer ver o filme, que não acha graça nenhuma nele...

03/10/2017 16:18 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)

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Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)

EUA, 2017. 1h34min. Animação. Direção de Alex Zamm. Roteiro de Zamm e William Robertson. Elenco: Eric Bauza, Talia Ayala.

Não há dúvida que eu sou da geração Pica-pau e era muito criança quando comecei a assistir os seus desenhos animados - assinados por Walter Lantz - ainda na época da antiga TV Tupi. Todos curtos, com várias semelhanças, a mais célebre sendo o fato de que o herói era irritante, mal-educado, comprador de brigas. O notável é que ele resistiria ao tempo tanto que voltaria mais tarde, fazendo as mesmas coisas na televisão. Ainda assim acho triste que ele não tenha merecido desta vez uma versão norte-americana sendo que este longa foi feito apenas para alguns países e seu criador Walter Lantz já morreu faz tempo (1900-1994). Ele foi responsável pelo primeiro desenho animado feito pelo sistema technicolor, e criou outros personagens menos famosos (Andy Panda, Chilly Willy, Oswaldo o Coelho da Sorte).

Parece que foi um esforço interessante de marketing eles terem viajado pelo Brasil todo com um boneco do Pica-pau e afins, na tentativa de relembrar a garotada de sua existência!

Um detalhe, o diretor Zamm apesar de ser em geral desconhecido dirigiu muitos filmes, mas todos Classe B e pouco conhecidos aqui. Encontrei também na Wikipedia mais detalhes que confirma que ele foi o primeiro desenho animado exibido na TV brasileira, em inglês, legendado quando necessário (mas não se entendia mesmo o que dizia) ainda em 19 de setembro de 1950. Uma década depois a Record exibiria com dublagens, mas logo ele voltaria ao SBT. A Globo também entrou nesse jogo com o Globinho.

Zamm dirigiu Os Batutinhas, e agora neste Pica-pau ele usa atores ao vivo e também tecnologia CGI. Os atores Thaila Ayala e Eric Bausa (em português) e Emily Olmes e Timothy Onumson (no idioma original) fazem um casal, Vanessa e Lance, que entra em guerra com o herói, porque querem construir a casa de seus sonhos e para isso derrubar a casa do herói. Ao menos no momento a ideia é não distribuir o filme nos Estados Unidos. Já houve coisa semelhante com o personagem mexicano Top Cat. E o espectador vai ficar na dúvida esse não é o Pica-pau da nossa infância (até porque hoje em dia seria considerado mal-educado, irritante, aprontador, tudo aquilo que justamente o tornava tão interessante, além de ter domínio da música também). Curiosamente a minha netinha já avisou que não quer ver o filme, que não acha graça nenhuma nele. Coisas do nosso tempo!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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