RESENHA CRÍTICA: Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)

O pior de tudo é que não é engraçado, ou inteligente ou divertido. Das piores animações que já vi na vida!

29/01/2018 14:32 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)

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Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker)

EUA, 17. Direção de Alex Zamm. Roteiro de Zamm e William Robertson. Baseado em personagem criado por Walter Lantz e Bem Hardway. Com Timothy Omundson, Thaila Ayala, Graham Verchere, Eric Bauza (voz original do Pica-Pau), Scott McNeil. Cotação: zero.

Lamento não ter tido oportunidade de assistir antes este infeliz filme de animação que teve no Brasil seu país de estreia, porque eles chegaram a conclusão que somos a terra mais popular para o personagem do Pica-pau, o que não deixa de ser verdade. Até eu desde ainda garoto já acompanhava pela televisão os desenhos hoje clássicos de um dos personagens mais anárquicos e espertos já inventados. Alguns deles foram inesquecíveis e por isso é com o coração magoado que tive a infelicidade de ver esse adorado herói ser transformado numa figura patética e nada esperta (seu corpo agora parece coberto de pelúcia e ele se revela - Deus do céu! - pouco inteligente!). Certamente culpa do diretor Zamm que fez Inspetor Bugiganga 2, 03 e o ainda menos conhecido O Principe do Natal, 17. Há outra curiosidade, o desenho já passou em alguns países latinos, mas só agora vai estrear nos EUA dia 6 de fevereiro, onde certamente será massacrado!

É difícil mesmo fazer uma crítica de algo tão errado, tão sem graça e ofensivo, interpretado por atores canadenses e também uma brasileira chamada Thaila Ayala, de Presidente Prudente, que esteve em Malhação, foi casada com Paulo Vilhena. Fez ainda Mais Forte que o Mundo, Zeroville, O Matador do Marcelo Galvão, e segundo o IMDB tem vários outros filmes já rodados. Nada contra a moça a quem coube um papel ingrato de namorada antipática e irritada, que odeia nosso herói. O problema não é ela, mas todo o equivocado roteiro e desconcertado elenco.

Muito curto, se divide em duas partes, na primeira um milionário está decidido a construir uma mansão bizarra numa região de floresta e assim provoca a irritação do herói que vai lhe criando problemas (quase parecendo seus curtas, mas menos caóticos). Ah, este tem ainda um filho que não se dá nada com o pai e deveria pelo roteiro se tornar mais evidente aliado do herói. Bom na segunda parte em busca de um final feliz, tudo se modifica a Ayala vai se embora e Pica-pau tem acesso de burrice! Para não fugir do Happy End.

O pior de tudo é que não é engraçado, ou inteligente ou divertido. Das piores animações que já vi na vida. Além de ser ofensivo para uma das grandes figuras do desenho animado! Fuja!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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